Associação cobra do STF devolução de bens apreendidos em investigações do 8 de janeiro

Entidade afirma que Polícia Federal concluiu as investigações e defende a restituição dos objetos quando não houver interesse processual
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A Associação dos Familiares e Vítimas de 8 de Janeiro (Asfav) protocolou um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para que a Corte determine a devolução dos bens apreendidos durante as investigações sobre os atos de 8 de janeiro de 2023. A solicitação ocorreu após a Polícia Federal (PF) concluir as investigações e encaminhar ao Supremo a definição sobre o destino dos objetos.
Segundo a associação, a apreensão possui caráter cautelar. Assim, a medida deve permanecer apenas quando houver interesse processual devidamente justificado. Caso contrário, a restituição dos bens deve prevalecer.
Associação afirma que apreensão não deve continuar
De acordo com a Asfav, muitos bens seguem sob custódia do Estado há mais de três anos, embora as investigações tenham chegado ao fim.
Além disso, a entidade sustenta que o STF não deve autorizar a destruição, a alienação ou o perdimento dos objetos antes de esgotar todas as tentativas de identificar e localizar seus respectivos proprietários.
Para a associação, manter a apreensão sem necessidade processual desrespeita o caráter provisório da medida cautelar.
Polícia Federal transfere decisão ao STF
Após concluir as investigações relacionadas aos atos de 8 de janeiro, a Polícia Federal encaminhou ao Supremo Tribunal Federal a responsabilidade de definir o destino dos bens apreendidos.
Entre as possibilidades, a Corte poderá decidir pela:
- devolução dos bens aos proprietários;
- incorporação definitiva do patrimônio ao Estado;
- destruição dos objetos; ou
- outra destinação prevista na legislação.
Agora, os ministros vão analisar o pedido apresentado pela associação juntamente com os elementos reunidos durante a investigação.
Associação defende restituição como regra
No documento protocolado no Supremo, a Asfav afirma que a devolução dos bens deve ocorrer sempre que os objetos deixarem de ser necessários para o andamento do processo.
Segundo a entidade, “encerrada a investigação e inexistindo interesse processual na manutenção da medida, a restituição deve ser a regra”.
Além disso, a associação entende que o Judiciário deve priorizar a devolução aos proprietários antes de adotar qualquer medida definitiva sobre os objetos apreendidos.
STF ainda analisará o pedido
Até o momento, o Supremo Tribunal Federal ainda não divulgou uma decisão sobre a solicitação apresentada pela Asfav.
Nos próximos dias, os ministros deverão avaliar os argumentos da associação, a manifestação da Polícia Federal e as normas aplicáveis ao caso.
Dessa forma, o Supremo definirá o destino dos bens apreendidos durante as investigações relacionadas aos atos de 8 de janeiro.
