STF valida lei que reduz área de parque no Pará para viabilizar Ferrogrão
O Supremo Tribunal Federal decidiu validar a lei que reduziu a área protegida do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, para permitir o avanço do projeto da Ferrogrão.
A decisão ocorreu nesta quinta-feira (21), durante o julgamento da ADI 6553.
Além disso, a maioria dos ministros considerou constitucional a Lei 13.452/2017, criada a partir da conversão da Medida Provisória 758/2016.
Ferrogrão motivou redução de área protegida
A medida autorizou a diminuição da área do Parque Nacional do Jamanxim para viabilizar a construção da Ferrogrão.
O projeto prevê uma ferrovia ligando a região Norte ao Mato Grosso, no Centro-Oeste.
Segundo defensores da obra, a estrutura deve facilitar o escoamento da produção agrícola brasileira.
No entanto, ambientalistas criticam a redução de áreas protegidas na Amazônia.

Maioria acompanhou voto de Alexandre de Moraes
Prevaleceu o entendimento do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso.
Segundo ele, não houve irregularidade no processo legislativo que aprovou a norma.
Além disso, Moraes afirmou que a construção da ferrovia continuará dependendo de licenças ambientais emitidas pelos órgãos competentes.
O plenário também autorizou o Poder Executivo a compensar a área retirada do parque por meio de decreto.
Flávio Dino propôs condicionantes ambientais
Durante o julgamento, o ministro Flávio Dino apresentou voto parcialmente divergente.
Ele sugeriu condicionantes voltadas ao reforço das garantias ambientais e à proteção das populações afetadas pela obra.
No entanto, a proposta não recebeu apoio da maioria dos ministros.
Edson Fachin votou contra redução do parque
O presidente do STF, Edson Fachin, ficou vencido no julgamento.
Para ele, a conversão de medida provisória em lei não seria suficiente para atender às exigências constitucionais de proteção ambiental.
Apesar disso, a maioria da Corte manteve a validade da legislação.
