PF mira grupo suspeito de fraude bilionária e cita ex-governador Cláudio Castro em investigação
A Polícia Federal deflagrou uma operação para investigar a suposta atuação de uma organização criminosa envolvida em crimes de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, evasão de divisas e fraudes no setor de combustíveis.
Além disso, a investigação aponta possíveis ligações do grupo empresarial com atos de corrupção envolvendo agentes públicos do Estado do Rio de Janeiro.
Entre os alvos da operação estão o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro, o desembargador Guaraci de Campos Vianna, o ex-secretário estadual de Fazenda Juliano Pasqual e o ex-procurador-geral do estado Renan Saad.
Alexandre de Moraes autorizou operação da PF
As medidas foram autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes no âmbito da Petição 16028, após manifestação do Ministério Público Federal (MPF).
Segundo a Polícia Federal, o empresário Ricardo Magro seria o principal articulador do esquema investigado. Conforme a decisão, ele é apontado como “devedor contumaz” de tributos no setor de combustíveis.
Além disso, a PF afirma que o empresário teria utilizado uma estrutura societária e financeira para ocultar patrimônio, dificultar a ação do Fisco e esconder recursos ilícitos.
PF pede inclusão de empresário na lista da Interpol
De acordo com a decisão do STF, Ricardo Magro mora atualmente nos Estados Unidos.
Por isso, o ministro Alexandre de Moraes determinou a inclusão do nome do empresário na Difusão Vermelha da Interpol, mecanismo utilizado para localização internacional de foragidos.
Além disso, a decisão prevê o envio de documentos necessários para eventual pedido de extradição ao Brasil.
Investigação cita “Lei Ricardo Magro” no Rio de Janeiro
A Polícia Federal também relaciona a investigação à Lei Complementar estadual 225/2025, criada durante a gestão de Cláudio Castro.
Segundo os investigadores, a norma ficou conhecida informalmente como “Lei Ricardo Magro”, porque teria criado condições favoráveis ao conglomerado empresarial ligado ao empresário investigado.
Além disso, a PF sustenta que o governo estadual teria direcionado esforços administrativos em benefício do grupo econômico investigado.
Operação tem ligação com investigações da ADPF das Favelas
A operação também faz parte de procedimentos derivados da chamada ADPF das Favelas, em tramitação no Supremo Tribunal Federal.
As investigações buscam apurar possíveis conexões entre organizações criminosas, crimes financeiros e agentes públicos no Estado do Rio de Janeiro.
Leia a integral da decisão .
