Vai votar em 2026? Saiba por que você precisará escolher dois senadores

Urna eletrônica exigirá dois votos para o Senado; repetir o mesmo candidato anula o segundo voto
![]()
Os eleitores brasileiros terão uma responsabilidade diferente nas Eleições Gerais de 2026. Além de escolher presidente, governador e deputados, cada cidadão deverá votar em dois candidatos ao Senado Federal.
A mudança ocorre porque dois terços das 81 cadeiras do Senado estarão em disputa. Assim, cada estado e o Distrito Federal elegerão dois novos senadores para mandatos de oito anos.
Por que o eleitor votará duas vezes para senador?
O Senado Federal renova sua composição de forma alternada. A cada quatro anos, um terço ou dois terços das cadeiras passam por eleição.
Em 2022, os brasileiros escolheram apenas um senador por estado. Agora, em 2026, serão eleitos dois representantes. Depois, em 2030, a votação voltará a ocorrer para apenas uma vaga.
Segundo o consultor legislativo do Senado, Gilberto Guerzoni Filho, esse modelo garante renovação parcial da Casa. Dessa forma, o Senado preserva a continuidade dos trabalhos legislativos.
Como será a votação na urna eletrônica?
No momento da votação, o eleitor registrará dois votos diferentes para senador.
Primeiramente, digitará o número do primeiro candidato e confirmará o voto. Em seguida, a urna solicitará o número do segundo candidato ao Senado.
Os dois votos devem ser destinados a candidatos diferentes. Caso contrário, se o eleitor repetir o mesmo número, a urna validará apenas o primeiro voto e anulará automaticamente o segundo.
Além disso, o voto para senador exige sempre o número do candidato. Ou seja, não existe voto de legenda para esse cargo.
Ordem de votação nas Eleições 2026
A urna eletrônica seguirá esta sequência:
- Deputado federal;
- Deputado estadual ou distrital;
- Primeiro voto para senador;
- Segundo voto para senador;
- Governador;
- Presidente da República.
Somente depois da confirmação do segundo voto para senador a urna liberará a votação para governador.
Atenção para evitar o voto incompleto
Nas eleições de 2018, milhões de brasileiros deixaram de registrar um dos votos para senador. Na época, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contabilizou cerca de 63 milhões de votos incompletos, entre votos em branco, nulos ou ausência do segundo voto.
Por isso, a Justiça Eleitoral recomenda que o eleitor confira atentamente todas as etapas antes de finalizar a votação.
Senado não tem segundo turno
Diferentemente das eleições para presidente e governador, a disputa ao Senado acontece em turno único.
Assim, em cada estado serão eleitos os dois candidatos mais votados, independentemente do percentual obtido.
Colinha pode; celular continua proibido
A Justiça Eleitoral recomenda que o eleitor leve uma “colinha” em papel com os números dos candidatos escolhidos. Dessa maneira, a votação fica mais rápida e diminui a possibilidade de erros.
Por outro lado, o uso do telefone celular na cabine eleitoral continua proibido. Antes de votar, o eleitor deverá desligar o aparelho e entregá-lo ao mesário. Caso se recuse, poderá ser impedido de votar.
O que lembrar antes de votar
Antes de sair de casa, confira estas orientações:
Vote em dois candidatos diferentes ao Senado;
O número do senador possui três dígitos;
Não existe voto de legenda para senador;
Vote apenas em candidatos do seu estado;
Somente depois do segundo voto aparecerá a votação para governador.
Portanto, seguir essas orientações evita erros na urna e garante que os dois votos para o Senado sejam contabilizados corretamente.
