Um policial militar de Goiás, de 34 anos, acabou detido em Peixe, no Tocantins, após uma denúncia de disparos na Praia da Tartaruga. Durante a abordagem, a PM apreendeu uma pistola, carregadores e munições. Além disso, a corporação goiana anunciou o afastamento do militar enquanto apura o caso.
PM localiza suspeito após denúncia de disparos
Um policial militar de Goiás, de 34 anos, acabou detido neste sábado (25), em Peixe, na região sul do Tocantins. Segundo a Polícia Militar do Tocantins (PMTO), o homem é suspeito de efetuar disparos de arma de fogo na entrada da Praia da Tartaruga.
Após receber a denúncia, equipes da PMTO iniciaram buscas na região. Pouco depois, os policiais localizaram um carro com as características informadas e abordaram o veículo.
Durante a abordagem, o homem afirmou que pertence à Polícia Militar de Goiás. Além disso, ele apresentou um documento funcional aos policiais.
Na sequência, a equipe realizou uma vistoria no veículo. Durante a ação, os policiais encontraram uma pistola calibre 9 mm, dois carregadores e munições.
Enquanto isso, no ponto indicado pela denúncia, outros policiais encontraram cápsulas deflagradas. Segundo a PMTO, o material apresenta compatibilidade com o calibre da arma apreendida.
Diante da situação, os policiais levaram o suspeito e os materiais para a Central de Flagrantes da Polícia Civil, em Gurupi. A partir disso, a autoridade policial adotou as providências legais relacionadas ao caso.
Até o momento, as autoridades não divulgaram o nome do militar. Por isso, a reportagem não conseguiu localizar a defesa do suspeito.
Corporação anuncia afastamento do policial
A Polícia Militar de Goiás (PMGO) confirmou, por sua vez, que o homem integra a corporação. Em nota, a instituição informou que tomou conhecimento da prisão em flagrante relacionada ao suposto disparo de arma de fogo em Peixe.
Foto: Divulgação/Ronda Policial
Assim que recebeu as informações, a Corregedoria da PMGO iniciou as medidas administrativas preliminares. Além disso, a corporação anunciou que vai afastar o militar de suas funções enquanto apura o caso.
Segundo a PMGO, a investigação vai analisar as circunstâncias da ocorrência. Caso identifique alguma irregularidade, a instituição poderá adotar as medidas administrativas e disciplinares cabíveis.
Ao mesmo tempo, a corporação destacou que seguirá o devido processo legal. Dessa forma, o militar terá assegurados o contraditório e a ampla defesa durante a apuração.
A PMGO afirmou ainda que não compactua com desvios de conduta. Por isso, segundo a instituição, denúncias envolvendo integrantes da corporação passam por apuração e podem resultar em medidas administrativas.
Por fim, a Polícia Militar de Goiás reafirmou o compromisso com a legalidade, a transparência e a ética. A corporação também informou que permanece à disposição das autoridades responsáveis pela investigação.
A reportagem procurou a Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP-TO) para saber mais detalhes sobre o andamento do caso. Até a última atualização, entretanto, o órgão não havia enviado resposta.
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