Polícia indicia mulher que gravou vídeo com adolescente de 13 anos e primo da vítima por estupro de vulnerável
A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre um caso envolvendo um adolescente de 13 anos em Aurora (CE) e indiciou quatro pessoas. Entre elas estão a mulher apontada como autora do abuso e outras pessoas acusadas de compartilhar um vídeo envolvendo a vítima.
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A Polícia Civil do Ceará concluiu o inquérito que investigava um vídeo com adolescente de 13 anos na cidade de Aurora, no interior do estado. Ao final das investigações, quatro pessoas foram indiciadas por diferentes crimes relacionados ao episódio.
Entre os indiciados está a mulher apontada como autora do abuso contra o adolescente. Além dela, outras três pessoas responderão por crimes ligados à divulgação de um vídeo envolvendo a vítima.
Polícia aponta responsabilidades de cada investigado
De acordo com a investigação, a mulher foi indiciada por estupro de vulnerável, crime previsto no artigo 217-A do Código Penal.
O primo do adolescente, que também foi indiciado pelo mesmo crime, estava na residência durante os fatos. Segundo a Polícia Civil, por ser maior de idade, ele tinha o dever legal de proteger o menor, o que, conforme a apuração, não ocorreu.
Já o ex-companheiro da investigada e uma amiga dela responderão por distribuição de material envolvendo criança ou adolescente, conforme o artigo 241-A do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A polícia afirma que ambos participaram do compartilhamento das imagens.
Investigação aponta motivação vídeo com adolescente
Segundo a Polícia Civil, a mulher teria gravado o vídeo para enviá-lo ao ex-companheiro, com a intenção de provocar ciúmes.
As investigações também apontam que familiares do adolescente descobriram, cerca de um mês antes do caso, que ele trocava mensagens com a investigada. Na ocasião, parentes chegaram a procurá-la e pediram que ela interrompesse qualquer contato com o menor. Ainda conforme a apuração, ela negou que tivesse interesse no adolescente.
Vídeo com adolescente começou a circular dias depois
Conforme o inquérito, o caso ocorreu no dia 8 de julho. Dois dias depois, familiares descobriram que um vídeo relacionado ao episódio estava sendo compartilhado na cidade.
A investigação indica que, após receber as imagens, o ex-companheiro da mulher as divulgou em grupos de WhatsApp. Posteriormente, uma amiga da investigada também teria repassado o conteúdo, motivo pelo qual ambos foram indiciados.
Caso segue para o Ministério Público
A principal investigada foi presa no dia 18 de julho. No dia seguinte, durante audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão em preventiva, e ela permanece detida.
O indiciamento representa a conclusão da investigação policial. Agora, o caso será analisado pelo Ministério Público do Ceará (MPCE), que decidirá se apresenta denúncia à Justiça. Caso isso aconteça e a denúncia seja aceita, os investigados passarão à condição de réus.
Por envolver um adolescente, o processo tramita sob sigilo. Em razão das normas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente, as autoridades não divulgaram outras informações sobre a vítima.
