Homem é condenado a mais de 21 anos por estupro, tráfico de drogas e exploração sexual de adolescente no Tocantins
Um homem foi condenado a 21 anos e 20 dias de prisão em regime inicial fechado pelos crimes de estupro de vulnerável, tráfico de drogas majorado e favorecimento à prostituição de vulnerável. Os crimes ocorreram em Alvorada, no sul do Tocantins, e tiveram como vítima uma adolescente de 17 anos.
A condenação atende aos pedidos apresentados pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO). Além disso, a Justiça manteve a prisão preventiva do réu e negou o direito de recorrer em liberdade.
Condenado usou droga para cometer o abuso
Segundo a denúncia do MPTO, o homem aproveitou a relação de confiança que mantinha com a adolescente para oferecer cocaína à vítima.
Em seguida, conforme apontou a investigação, ele se aproveitou do estado de torpor provocado pela substância para praticar o abuso sexual.
No dia seguinte, a jovem voltou para casa em estado de letargia profunda. Diante da gravidade da situação, familiares buscaram atendimento médico. Logo depois, a equipe de saúde acionou o Conselho Tutelar e as autoridades policiais.
Prisão aconteceu após atendimento da vítima
Durante as diligências, policiais prenderam o suspeito em flagrante na residência dele.
Além disso, os agentes encontraram uma porção de cocaína escondida nas roupas íntimas do acusado.
Para o Ministério Público, a droga serviu como instrumento para retirar a capacidade de resistência da vítima. Por isso, a Justiça reconheceu a vulnerabilidade absoluta da adolescente no momento do crime.
Investigação revelou exploração sexual
A apuração também identificou indícios de exploração sexual.
De acordo com o processo, mensagens extraídas do celular da adolescente mostraram que o homem oferecia transferências via Pix em troca de fotografias e conteúdos íntimos.
Além disso, os registros indicaram convites para que a jovem participasse do comércio de entorpecentes.
Justiça mantém prisão do condenado
Na sentença, a Justiça destacou a gravidade dos fatos e decidiu manter a prisão preventiva.
Segundo o entendimento judicial, a medida é necessária para garantir a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal. Como o réu permaneceu preso durante toda a instrução processual, a Justiça negou o pedido para recorrer em liberdade.
Apesar da condenação, ainda cabe recurso da decisão.
