A ‘invasão’ brasileira, nossos queijos ‘humilham’ os gringos e levam 58 prêmios
O Brasil mais uma vez mostrou sua força no Mundial de Queijos e Laticínios, realizado na cidade de Tours, na França. Entre mais de 1.900 produtos de 26 países, os brasileiros conquistaram 58 medalhas, reforçando a qualidade e diversidade da produção nacional. Foram 10 medalhas de ouro, 18 de prata e 30 de bronze.
O evento, realizado a cada dois anos, contou com um corpo de jurados formado por mais de 220 especialistas internacionais. Para alcançar a premiação, cada produto precisava ultrapassar pontuações rigorosas: acima de 90 pontos para o ouro, entre 85 e 90 para a prata e mais de 80 para o bronze.
O resultado confirma a evolução do país no cenário mundial. Embora em 2023 o Brasil tenha conquistado 84 medalhas, o número atual mantém a tradição de destaque e reafirma o protagonismo dos queijos artesanais e industriais brasileiros em competições globais.

Do interior do Brasil ao pódio internacional
Entre os destaques da edição, a Estância Silvania, de Caçapava (SP), conquistou três medalhas de ouro. O queijo Dom Silvania, maturado com gengibre e urucum e finalizado com casca de cera de abelha, chamou atenção dos jurados pela originalidade. Já o Real Silvania, um queijo de massa cozida com 60 dias de maturação, comprovou a excelência do leite utilizado na produção.
Outro caso de sucesso veio do Paraná, com o projeto Biopark, de Toledo. A instituição, que reúne produtores rurais e pesquisadores, levou dois ouros para casa. Entre eles, o Passionata, maturado com notas de maracujá e já reconhecido em competições internacionais anteriores, e o Abaporu, de massa mole com casca lavada.
Produtores de diferentes estados — como Amazonas, Minas Gerais, Bahia, Mato Grosso e Rio de Janeiro — também foram premiados, mostrando que a tradição e a inovação estão espalhadas pelo país. Da Amazônia ao Sudeste, o Brasil levou ao mundo a diversidade de sabores que vêm de ingredientes locais e técnicas adaptadas à nossa realidade.
O desafio de superar os europeus e o reconhecimento global
Apesar da festa brasileira, o título de melhor queijo do mundo ficou com os europeus. O vencedor da edição de 2025 foi o Gruyère AOP, da Suíça, considerado o mais equilibrado entre os 12 finalistas. Ainda assim, a presença massiva do Brasil no ranking mostra que o país já rivaliza com os tradicionais produtores do Velho Continente.
Os jurados ressaltaram que a criatividade e o uso de ingredientes regionais diferenciam os queijos brasileiros. Produtos com infusão de frutas, maturações únicas e combinações ousadas vêm conquistando espaço, sem abrir mão de técnicas clássicas herdadas da tradição europeia.
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Para os produtores nacionais, cada medalha significa não apenas reconhecimento, mas também oportunidade de ampliar exportações e consolidar o Brasil como referência global. Se antes os queijos franceses, suíços e italianos dominavam os pódios, hoje os brasileiros já dividem esse espaço com autoridade.
