Tocantins em alerta: praga que ameaça soja e milho pode chegar ao estado

O Governo do Tocantins, por meio da Agência de Defesa Agropecuária do Tocantins, emitiu um alerta fitossanitário sobre o risco de entrada da praga Amaranthus palmeri no estado. Atualmente, o Tocantins segue livre da infestação. No entanto, a preocupação aumentou após a confirmação de novos focos em São Paulo e Santa Catarina.
Essa planta daninha impacta diretamente culturas como soja e milho. Além disso, apresenta resistência a diversos herbicidas, o que dificulta o controle e pode gerar prejuízos pesados ao produtor.
Segundo o gerente de Sanidade Vegetal da Adapec, Marley Camilo, o monitoramento já ocorre de forma contínua. Ainda assim, com a expansão da praga em outros estados, o nível de atenção subiu.
Como a praga se espalha
De acordo com o técnico Deyvid Rocha Brito, o principal vetor de dispersão são máquinas agrícolas contaminadas.
Ou seja, colhedoras, plantadeiras e implementos vindos de estados com ocorrência — como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul — podem carregar sementes minúsculas. E aqui vai o pulo do gato: essas sementes grudam fácil e viajam longe, mantendo capacidade de germinação.
Medidas práticas (sem enrolação)
A Agência de Defesa Agropecuária do Tocantins mandou o playbook básico — e você, produtor, precisa executar:
Higienização na origem: exija limpeza completa de máquinas antes do transporte
Inspeção na chegada: confira pneus, chassis e partes internas
Área isolada: faça limpeza final longe da lavoura
Monitoramento constante: olho vivo em bordas, estradas e carreadores
Suspeita: não arranque a planta — isole a área e acione a Adapec
Simples, direto e eficiente. Vacilou aqui, o prejuízo bate na porta.
Por que isso é sério?
O Amaranthus palmeri cresce rápido — papo de 2 a 3 cm por dia. Além disso, compete agressivamente por nutrientes, água e luz. Resultado? Derruba produtividade e bagunça o planejamento da safra.
Hoje, a praga já aparece em estados estratégicos do agro brasileiro. Portanto, prevenir agora é muito mais barato do que remediar depois.
Em caso de dúvida ou suspeita, a orientação é acionar a Adapec pelos canais oficiais: (63) 3027-1527 ou 0800 000 4733.
