Dia de Alerta reforça prevenção contra insuficiência cardíaca
Especialista destaca que a insuficiência cardíaca costuma se desenvolver lentamente e, na maioria dos casos, pode ser prevenida com hábitos saudáveis, controle de doenças crônicas e acompanhamento médico regular.
A insuficiência cardíaca costuma se desenvolver de forma silenciosa ao longo dos anos. No entanto, o controle dos fatores de risco e o acompanhamento médico regular podem reduzir significativamente as chances de desenvolver a doença.
Neste 9 de julho, data em que o Brasil celebra o Dia Nacional de Alerta à Insuficiência Cardíaca, especialistas chamam a atenção para a importância da prevenção. Segundo o cardiologista Neylon Amorim, da Rede Medical, muitas pessoas só procuram atendimento quando os sintomas já comprometem a qualidade de vida.
Fatores de risco exigem atenção
Hipertensão arterial, diabetes, colesterol elevado, obesidade, tabagismo e sedentarismo estão entre os principais fatores que favorecem o desgaste do coração. Além disso, quando essas condições permanecem sem controle, elas aumentam o risco de insuficiência cardíaca.
Apesar do nome, a doença não significa que o coração deixa de funcionar. Na verdade, ela reduz a capacidade do órgão de bombear sangue ou de se encher adequadamente. Como consequência, todo o organismo sofre os impactos dessa alteração.
Segundo Neylon Amorim, a maioria dos casos surge após anos de exposição a fatores de risco.
“A maioria dos casos está relacionada a fatores de risco que permaneceram sem controle ao longo dos anos. Quanto mais cedo essas condições são tratadas, maiores são as chances de proteger o coração”, afirma o cardiologista.
Sintomas aparecem aos poucos
Os primeiros sinais costumam surgir de maneira gradual. Por isso, muitas pessoas confundem os sintomas com o envelhecimento natural ou com a falta de preparo físico.
Entre os principais sinais estão falta de ar durante esforços, cansaço excessivo, inchaço nas pernas, tornozelos e pés, ganho rápido de peso, palpitações e tosse persistente.
Mesmo assim, esses sintomas não devem ser ignorados. A avaliação médica permite identificar a causa e iniciar o tratamento quando necessário.
Hábitos saudáveis ajudam a proteger o coração
Além do tratamento das doenças crônicas, especialistas reforçam a importância de manter um peso adequado, praticar atividades físicas regularmente, abandonar o cigarro, dormir bem e realizar consultas de rotina.
De acordo com o cardiologista, exames simples conseguem identificar alterações cardiovasculares antes do aparecimento de complicações.
“O ideal é não esperar que esses sintomas apareçam. Consultas de rotina e exames simples permitem identificar alterações cardiovasculares antes que elas limitem a qualidade de vida. Quanto mais cedo começamos esse cuidado, maiores são as chances de evitar a progressão da doença”, explica.
Pequenas mudanças trazem benefícios
A prevenção vai além de evitar internações. Também contribui para preservar a autonomia, a disposição e a qualidade de vida ao longo dos anos.
Segundo Neylon Amorim, as escolhas feitas diariamente influenciam diretamente a saúde cardiovascular.
“O coração trabalha por nós todos os dias. Cuidar dele é investir em mais qualidade de vida, independência e bem-estar. Pequenas mudanças de hábito, mantidas ao longo do tempo, fazem uma grande diferença para que ele continue funcionando da melhor forma possível”, ressalta.
