Justiça entende que homem não tentou matar mulher após atear fogo na companheira

A Tribunal de Justiça do Paraná decidiu mudar a acusação contra José Rodrigo Bandura, investigado por atear fogo na ex-companheira em Maringá. Agora, ele responderá por lesão corporal grave, e não mais por tentativa de feminicídio.
A decisão saiu no último dia 15 de maio e contou com votos favoráveis dos desembargadores Miguel Kfouri Neto, Mauro Bley Pereira Junior e Rotoli De Macedo.
Tribunal considerou ajuda prestada após ataque
Segundo o relator do caso, não existem indícios suficientes de que Bandura tenha agido com intenção de matar. Além disso, a decisão destaca que ele tentou apagar as chamas logo após o ataque.
De acordo com o processo, o acusado ajudou a vítima a chegar até uma piscina, onde o fogo foi controlado. Depois disso, ele permaneceu ao lado da mulher e prestou auxílio.
Mesmo assim, Bandura continua preso preventivamente. O processo segue sob sigilo judicial.
Enquanto isso, o Ministério Público do Paraná informou que analisa a possibilidade de recorrer da decisão. A promotoria também pretende pedir a manutenção da prisão.
Mulher sofreu queimaduras graves
A ex-companheira sobreviveu ao ataque, mas sofreu queimaduras em cerca de 30% do corpo. Por causa da gravidade dos ferimentos, ela ficou internada por mais de 40 dias.
Em entrevista à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, a vítima afirmou ter recebido a decisão com revolta e medo.
“Só o fato de ele ter jogado álcool e ateado fogo já mostra que tentou me matar”, declarou.
Segundo a denúncia do MP-PR, o crime aconteceu em junho de 2025, no bairro Jardim Oriental. Bandura teria usado um acendedor de churrasqueira e um isqueiro para incendiar a companheira.
Além disso, câmeras de segurança registraram o momento em que a mulher aparece em chamas dentro da casa.
Relacionamento tinha histórico de conflitos
Conforme a investigação, o casal mantinha um relacionamento há cerca de três anos e passou a morar junto pouco antes do crime.
No entanto, o Ministério Público afirmou que as brigas entre os dois aumentaram nas semanas anteriores ao ataque.
