Virginia Fonseca sob investigação por possível descumprimento de medidas cautelares do MPGO
A influenciadora digital Virginia Fonseca, figura de grande destaque no cenário nacional e fundadora da empresa de cosméticos Wepink, encontra-se no centro de uma controvérsia após ser acusada de descumprir medidas cautelares impostas pelo Ministério Público de Goiás (MPGO). A acusação surge em meio a uma investigação sobre possíveis violações ao Código de Defesa do Consumidor (CDC) por parte da Wepink.
Conforme a liminar obtida pelo MPGO no início deste mês, Virginia Fonseca e seus sócios, Thiago Stabile e Chaopeng Tan, estão proibidos de realizar ações publicitárias de vendas virtuais, incluindo transmissões ao vivo, até que comprovem a existência de estoque suficiente para atender à demanda. A determinação judicial visa proteger os consumidores de práticas comerciais consideradas abusivas, como atrasos na entrega de produtos, ausência de reembolsos e descumprimento de ofertas publicitárias, que motivaram uma série de queixas contra a empresa.
No último sábado (18), Virginia Fonseca teria publicado um vídeo de um perfume da marca Wepink em suas redes sociais, o qual foi posteriormente republicado no perfil oficial da empresa no Instagram. A promotoria alega que a publicação compartilhada direcionava o link de compra para o perfil da influenciadora, e não para o perfil da marca, como havia sido previamente determinado pela Justiça. O MPGO identificou uma ocorrência similar na segunda-feira (20), o que configura, em tese, um descumprimento da medida cautelar.
Diante da suposta infração, Virginia Fonseca e seus sócios estão sujeitos a uma multa de R$ 100 mil por “ocorrência”, conforme estabelecido na decisão judicial. Adicionalmente, o MPGO ressalta que o descumprimento das obrigações impostas poderá acarretar multa adicional de R$ 1 mil por ocorrência, além das penalidades já previstas no processo.
A defesa da influenciadora ainda não se pronunciou sobre as acusações. O caso segue em andamento, e o MPGO aguarda esclarecimentos e comprovações por parte da Wepink para determinar os próximos passos da investigação. A sociedade aguarda o desenrolar dos fatos e espera que a justiça seja feita, assegurando os direitos dos consumidores e a lisura das práticas comerciais no mercado de cosméticos.
