Idosos 65+ podem receber R$ 1.518 além da aposentadoria; veja como
Em meio às dificuldades financeiras que marcam a terceira idade no Brasil, um direito poderoso e muitas vezes esquecido pode garantir um salário mínimo extra, de R$ 1.518, para milhões de idosos. O que a maioria não sabe é que é totalmente possível receber este valor mesmo que você já seja aposentado ou pensionista. Trata-se de um benefício assistencial que funciona como um 13º salário que cai na conta todos os meses.
Estamos falando do Benefício de Prestação Continuada (BPC-LOAS), um auxílio do governo federal destinado a idosos com 65 anos ou mais que vivem em situação de baixa renda. E o detalhe mais importante e que gera mais confusão é este: para ter direito ao BPC, não é preciso ter contribuído para o INSS, e em muitos casos, ele pode ser acumulado com a renda de uma aposentadoria já existente na família.
A verdade é que, com as recentes atualizações nas regras, o acesso ao benefício foi facilitado, mas a falta de informação ainda faz com que milhares de idosos que se encaixam nos critérios deixem de receber um dinheiro que poderia mudar completamente sua qualidade de vida. Prepare-se para entender quem tem direito a essa “segunda aposentadoria” e o que é preciso fazer para não deixar esse direito passar.
A regra de ouro
O critério fundamental para ter acesso ao BPC não é o histórico de trabalho, mas sim a vulnerabilidade social. Para ser elegível, a renda por pessoa da sua família (renda per capita) não pode ultrapassar 1/4 do salário mínimo. Em 2025, com o mínimo em R$ 1.518, esse limite é de R$ 379,50 por pessoa.
Mas aqui está o grande pulo do gato, a regra que muitos desconhecem: para fazer essa conta, alguns rendimentos não entram no cálculo. Por exemplo, se na mesma casa mora um outro idoso que já recebe o BPC ou um aposentado que ganha até um salário mínimo, o valor desses benefícios não é somado na hora de calcular a renda familiar. Isso abre a porta para que muitas famílias que, na teoria, ultrapassariam o teto, consigam o benefício.
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O pente-fino
Para garantir que o benefício chegue a quem realmente precisa, o governo intensificou a fiscalização e impôs uma regra inegociável: para solicitar e manter o BPC, é obrigatório que o idoso e toda a sua família estejam com a inscrição e os dados atualizados no Cadastro Único (CadÚnico).
Além disso, todos os membros da família devem estar com o CPF regularizado. O INSS está realizando um pente-fino, e quem for encontrado com o CadÚnico desatualizado há mais de 24 meses receberá uma notificação. A partir daí, terá apenas 30 dias para regularizar a situação no CRAS da sua cidade. Caso contrário, o benefício será suspenso e, em último caso, cancelado em definitivo.
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O guia
Se você ou algum familiar se encaixa no perfil, buscar esse direito é fundamental. O processo de solicitação é feito diretamente nos canais do INSS e não exige intermediários.
Quem tem direito e o que precisa fazer:
- Quem pode pedir? Idosos com 65 anos ou mais, ou pessoas com deficiência de qualquer idade, que se enquadrem no critério de renda.
- Qual o critério de renda? A renda por pessoa da família deve ser igual ou inferior a R$ 379,50 (valor de 2025).
- Qual a exigência principal? Estar com o Cadastro Único (CadÚnico) atualizado e o CPF de todos da família regularizado.
- Como solicitar? O pedido pode ser feito pelo aplicativo ou site “Meu INSS”, ou ligando para a Central 135. Será necessário passar por uma avaliação social e, em alguns casos, por uma perícia médica.
Este benefício é um dos pilares da assistência social no Brasil e representa, para milhões de idosos, a garantia de um envelhecimento com mais dignidade e segurança financeira. Não deixe de verificar se você tem direito.
