Em meio à complexidade da reforma tributária, uma notícia surge como um verdadeiro alívio para o bolso dos brasileiros. Além da já celebrada cesta básica com imposto zero, o governo criou uma segunda lista, quase secreta, de produtos e serviços essenciais que terão um corte brutal de 60% na nova alíquota de impostos. É uma redução que promete baratear desde o remédio na farmácia até a mensalidade da escola.
A medida é uma das mais importantes da nova legislação e foi desenhada para diminuir o peso dos tributos sobre áreas cruciais para o bem-estar da população, como saúde e educação. Atualmente, esses setores sofrem com uma cascata de impostos que infla os preços e dificulta o acesso. Com a reforma, a promessa é de um sistema mais justo e, principalmente, mais leve para o consumidor final.
Mas a grande questão é: que produtos e serviços estão nessa lista privilegiada? E quando, de fato, sentiremos essa diferença na hora de pagar a conta? A mudança não será da noite para o dia, mas conhecer os itens que terão o imposto reduzido é o primeiro passo para planejar seu orçamento e entender o tamanho do alívio que vem por aí.
60%
A nova lei estabelece que uma série de itens indispensáveis terá sua alíquota do IVA (Imposto sobre Valor Agregado, composto pela CBS e o IBS) reduzida em 60%. Isso significa que se a alíquota padrão for, por exemplo, de 27%, esses produtos pagarão apenas 10,8%. A expectativa é que essa redução seja repassada diretamente aos preços.
A lista é ampla e foca em áreas que impactam diretamente a qualidade de vida das famílias.
Itens e serviços
- Saúde: Todos os serviços de natureza médica, como consultas, exames, internações, planos de saúde e uma extensa lista de medicamentos.
- Educação: Serviços de ensino em todos os níveis, da creche à universidade, incluindo cursos técnicos e profissionalizantes.
- Transporte Público: Passagens de transporte coletivo de passageiros rodoviário, metroviário e hidroviário.
- Produtos de Higiene Pessoal: Itens básicos como sabonetes, pastas e escovas de dente, e papel higiênico.
- Produtos Agropecuários: Insumos como defensivos, sementes, fertilizantes e rações, o que pode baratear a produção de alimentos no futuro.
- Cultura: Atividades artísticas e culturais, como ingressos de cinema, teatro e shows.
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Por que?
Hoje, a carga tributária sobre esses setores é complexa e, muitas vezes, altíssima. Um medicamento, por exemplo, carrega uma teia de impostos como PIS, Cofins e ICMS que, somados, podem representar mais de 30% do seu preço final. No setor de serviços, a situação é parecida.
Com a reforma, essa “colcha de retalhos” de impostos acaba. Entra em cena o IVA, com uma alíquota única. A redução de 60% sobre essa nova alíquota garante que a carga tributária final sobre esses itens essenciais seja consideravelmente menor do que a que pagamos hoje, abrindo espaço para uma redução real nos preços.
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O cronograma
Assim como as demais mudanças, a redução nos preços não será imediata. A transição será feita de forma gradual para não causar um choque na economia.
- 2026: Começa um período de teste com alíquotas mínimas, sem impacto real no preço.
- 2027: O imposto federal (CBS) entra em vigor plenamente, substituindo PIS e Cofins. É aqui que os primeiros efeitos nos preços de medicamentos e alguns serviços podem começar a aparecer.
- 2029 a 2032: A grande virada. Os impostos estaduais e municipais (ICMS e ISS) são gradualmente substituídos pelo IBS. Nesse período, a redução de 60% se tornará mais forte e perceptível em todos os itens da lista, incluindo saúde e educação.
- 2033: O novo sistema estará 100% implementado, e a expectativa é que os preços dos produtos e serviços beneficiados já reflitam a carga tributária menor de forma consolidada.
Portanto, a paciência será fundamental, mas a perspectiva é positiva. A reforma tributária, nesse ponto, cumpre a promessa de aliviar o peso dos impostos sobre o que é mais importante para a vida dos brasileiros.