O IBGE divulgou a inflação oficial de junho e mostrou quais alimentos tiveram as maiores altas e quedas de preços no primeiro semestre de 2026. As hortaliças lideraram os aumentos, enquanto frutas e outros itens registraram redução.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, subiu 0,16% em junho, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Embora o índice tenha registrado alta moderada, alguns alimentos acumularam aumentos expressivos ao longo do primeiro semestre.
Entre os grupos pesquisados, Habitação exerceu a maior pressão sobre a inflação. Já Alimentação e Bebidas apresentou comportamento diferente e registrou queda de 0,24% em junho.
Segundo o IBGE, o pepino registrou a maior alta entre os alimentos, com avanço de 155,47%.
Além disso, cenoura, tomate e batata-inglesa também apresentaram aumentos superiores a 80%.
De acordo com especialistas, problemas climáticos reduziram a oferta de hortaliças em diferentes regiões produtoras.
Alimentos que mais subiram de preço
Pepino: 155,47%
Cenoura: 103,14%
Tomate: 82,41%
Batata-inglesa: 82,11%
Morango: 60,97%
Cebola: 53,34%
Feijão-carioca: 52,82%
Repolho: 29,79%
Açaí: 27,64%
Abobrinha: 23,46%
Feijão-preto: 22,62%
Leite longa vida: 22,08%
Couve-flor: 21,96%
Brócolis: 19,72%
Feijão-mulatinho: 19,22%
Manga: 19,17%
Couve: 17,73%
Batata-doce: 15,92%
Peito bovino: 13,02%
Frutas lideram as quedas
Por outro lado, diversos alimentos ficaram mais baratos no semestre.
Entre eles, o abacate apresentou a maior redução, com queda de 41,3%.
Além disso, diferentes variedades de laranja, bananas, café, açúcar e óleo de soja também registraram recuos.
Alimentos que mais ficaram baratos
Abacate: -41,30%
Laranja-baía: -32,81%
Laranja-lima: -23,36%
Banana-maçã: -18,90%
Maracujá: -12,93%
Café moído: -11,49%
Maçã: -11,03%
Açúcar refinado: -10,78%
Limão: -9,45%
Óleo de soja: -9,25%
Banana-d’água: -8,31%
Açúcar demerara: -8,23%
Açúcar cristal: -7,77%
Laranja-pera: -7,03%
Azeite de oliva: -6,67%
Carne suína: -5,64%
Farinha de trigo: -4,77%
Pimentão: -4,73%
Café solúvel: -4,34%
Frango em pedaços: -4,00%
Clima influenciou os preços
Segundo especialistas, as condições climáticas explicam grande parte da alta das hortaliças.
No caso do pepino, o calor intenso reduziu a produtividade das lavouras em São Paulo e Minas Gerais.
Já a cenoura sofreu com o excesso de chuvas, que comprometeu parte da safra.
Enquanto isso, o tomate enfrentou queda na oferta devido às temperaturas mais baixas e ao aumento da umidade, fatores que favoreceram o surgimento de doenças nas plantações.
Alimentação recuou em junho
Apesar das altas acumuladas em diversos produtos, o grupo Alimentação e Bebidas caiu 0,24% em junho.
Segundo o IBGE, os alimentos consumidos em casa ficaram 0,39% mais baratos.
Entre os destaques, caíram os preços do café moído, das frutas e das carnes.
Por outro lado, feijão-carioca e batata-inglesa continuaram em alta no mês.
Enquanto isso, a alimentação fora do domicílio avançou 0,15%, resultado inferior ao registrado em maio.
Energia elétrica manteve pressão
Além da alimentação, o grupo Habitação apresentou a maior alta entre todos os pesquisados.
Segundo o IBGE, a energia elétrica residencial continuou pressionando a inflação.
Isso ocorreu porque permaneceu em vigor a bandeira tarifária amarela.
Por fim, o instituto informou que o adicional continua sendo de R$ 1,885 para cada 100 kWh consumidos.
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