Mãe que deixou filha de 3 anos sozinha para ir a baile funk é solta pela Justiça
A Justiça concedeu, nesta segunda-feira (4/8), liberdade provisória à jovem de 19 anos presa após deixar a filha de 3 anos sozinha em casa para ir a um baile funk, em Santo André, na Grande São Paulo. O caso ocorreu durante a madrugada de domingo (3/8), e imagens de câmeras de segurança mostraram a criança andando descalça e usando apenas fralda, enquanto chorava e chamava pela mãe.
A audiência de custódia definiu que a estudante responderá ao processo em liberdade, mas deverá cumprir uma série de medidas cautelares, entre elas:
– Comparecimento mensal ao fórum para informar e justificar suas atividades;
– Proibição de deixar a cidade por mais de oito dias sem autorização judicial;
– Proibição de frequentar bares, casas noturnas ou estabelecimentos similares;
– Permanência obrigatória em casa no período noturno, das 21h às 6h.
A Justiça também determinou que a mãe e o pai da criança, ainda não localizado, sejam encaminhados para programas comunitários e de proteção familiar. A jovem deverá passar por tratamento psicológico.
Criança sozinha na rua
A situação foi descoberta após funcionários da Enel, que realizavam manutenção na Rua Pero Vaz, notarem a menina andando sozinha e chorando. Eles acionaram a Polícia Militar, que localizou a criança.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a mãe confessou ter deixado a filha sozinha para ir ao baile enquanto a criança dormia. A jovem foi presa em flagrante por abandono de incapaz e encaminhada ao 6º Distrito Policial de Santo André.
Histórico de denúncias
Segundo o Conselho Tutelar, já haviam outras denúncias de abandono contra a mãe da menina. A avó da criança relatou à polícia que esta não foi a primeira vez que a filha deixava a neta sozinha. Ela afirmou ainda que já havia denunciado o caso anteriormente ao conselho.
A Prefeitura de Santo André informou que a criança foi acolhida pelo 2º Conselho Tutelar da região da Vila Luzita e está sob os cuidados do serviço municipal de acolhimento. O caso corre em sigilo judicial.
