Acidente na Ponte do Esqueleto: chefe mandou apagar imagens, diz testemunha

O acidente na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), motiva uma investigação da Polícia Civil desde junho. Portanto, a apuração busca esclarecer a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump. Segundo a investigação, o grupo lançou a jovem da estrutura sem prendê-la ao equipamento de segurança.
O grupo responsável pela atividade se chamava Entre Cordas. Além disso, a investigação aponta que o coletivo operava de forma clandestina havia mais de um ano, sem registro formal de empresa. Desse modo, ninguém autorizou a realização de saltos no local.
Testemunhas apontam ordem para apagar vídeos
De acordo com depoimentos reunidos pela polícia, Evelyne dos Santos organizava a equipe. Ela se apresentava nas redes sociais como responsável pelo grupo. Segundo um funcionário, ela ordenou a exclusão do vídeo gravado no momento do acidente.
Testemunhas afirmaram ainda ter visto alguém retirar a câmera usada pela vítima logo após a queda. No entanto, integrantes da equipe negaram, em depoimento, saber o paradeiro do equipamento. Por isso, os investigadores continuam procurando a câmera.
Ademais, o inquérito aponta que a tentativa de apagar provas não teria sido um caso isolado. Uma ex-funcionária relatou que Evelyne já havia dado a mesma orientação após outro acidente, ocorrido três meses antes. Na ocasião, um menino de 9 anos quase morreu por uma falha no sistema de freio da corda.
Indiciamentos após o acidente na Ponte do Esqueleto
Com o fim da investigação, a Polícia Civil indiciou quatro pessoas por homicídio, na modalidade em que se assume o risco de matar. Evelyne dos Santos também responde por fraude processual. Consequentemente, ela segue presa enquanto o processo avança.
Por outro lado, a Justiça revogou a prisão de duas pessoas detidas inicialmente. A ponte pertence à União e, após o acidente na Ponte do Esqueleto, a Secretaria do Patrimônio da União bloqueou o acesso com cercas e placas de aviso. Assim, o órgão busca impedir novos saltos no local.
As defesas dos investigados contestam partes do indiciamento. O advogado de Evelyne afirmou discordar da decisão e reservou os argumentos para o momento adequado do processo. Já os advogados de outros dois indiciados sustentam que o caso deveria ser tratado como crime culposo, sem intenção de matar.
Segundo apurou o Fantástico, da TV Globo, a investigação segue em andamento no Ministério Público. Para mais informações oficiais, veja o comunicado da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo sobre o indiciamento. O caso também é acompanhado pelo Ministério Público de São Paulo, responsável por avaliar a denúncia formal contra os indiciados.
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