Gaeco desarticulou grupo que usava empresa de armas para esconder dinheiro do tráfico; penas chegam a 26 anos de prisão.
O Ministério Público do Tocantins (MPTO) conquistou mais uma condenação contra integrantes de uma organização criminosa com atuação em Araguaína e ligação com a facção Primeiro Comando da Capital (PCC). A 2ª Vara Criminal de Araguaína julgou o caso no último sábado (4) e aplicou penas que chegam a 26 anos e 3 meses de prisão.
Os réus responderam por organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro. Apesar da condenação, a defesa ainda pode recorrer.
Grupo usava loja de armas para ocultar dinheiro do tráfico
Durante as investigações, o Gaeco identificou que o grupo utilizava a empresa “Complexo das Armas” para esconder recursos provenientes do tráfico de drogas.
Além disso, os investigadores descobriram que a organização comercializava entorpecentes por meio de celulares em um sistema conhecido como “DREX”. Ao mesmo tempo, os envolvidos movimentavam valores incompatíveis com a renda declarada, o que reforçou as suspeitas de lavagem de dinheiro.
Conforme o MPTO, a organização mantinha divisão de tarefas, estrutura hierarquizada e ligação direta com o PCC. Além do tráfico, o grupo também atuava no comércio ilegal de armas e munições.
Investigação reuniu provas do esquema criminoso
Para comprovar os crimes, o Gaeco reuniu interceptações telefônicas, análises financeiras, extração de dados digitais, documentos e apreensões de drogas, armas, munições e equipamentos usados no preparo de entorpecentes.
Com esse conjunto de provas, o Ministério Público demonstrou a estrutura e o funcionamento da organização criminosa.
Condenados receberam penas de até 26 anos
A Justiça condenou H. S. S. R., apontado como o segundo integrante na hierarquia do grupo, a 26 anos e 3 meses de reclusão.
Além dele, receberam condenação:
G. da S. — 22 anos e 1 mês de prisão;
A. C. M. B. — 11 anos e 1 mês;
P. S. de O. — 10 anos e 6 meses;
B. P. da S. — 9 anos e 6 meses.
Por outro lado, J. V. F. S. recebeu pena de 3 anos e 6 meses. Entretanto, a Justiça substituiu a prisão por prestação de serviços à comunidade e prestação pecuniária, cujo valor será definido na execução.
Julgamento do apontado líder ocorrerá depois
Já o processo contra J. B. P. J., apontado nas investigações como líder da organização criminosa, seguirá separado. A defesa apresentou novos documentos e, por isso, a Justiça decidiu analisar o caso em outro julgamento.
Segundo o MPTO, a condenação reforça o trabalho do Gaeco no combate às facções criminosas. Além disso, fortalece as ações contra o tráfico de drogas, a lavagem de dinheiro e o comércio ilegal de armas no Tocantins.
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