Um bilhete danificado da Mega-Sena provocou uma disputa judicial por um prêmio de R$ 29 milhões em Sinop (MT). A ex-funcionária de uma lotérica e o marido respondem por furto qualificado, enquanto o proprietário do estabelecimento tenta obter a titularidade do prêmio. O caso deverá ser julgado em 2027.
Uma disputa por um prêmio de R$ 29 milhões da Mega-Sena mobiliza a Justiça em Mato Grosso e envolve uma ex-funcionária de lotérica, o marido dela e o proprietário do estabelecimento onde a aposta foi registrada.
O impasse começou após um bilhete apresentar defeito na impressão durante o atendimento a uma cliente. Desde então, as partes travam uma batalha judicial para definir quem tem direito ao prêmio milionário.
Bilhete danificado na Mega-Sena deu origem à disputa
O caso ocorreu em agosto de 2023, em uma lotérica de Sinop. Na ocasião, uma aposta apresentou falha na impressão e ficou parcialmente danificada.
Diante da situação, a funcionária imprimiu um novo comprovante com os mesmos números para entregar à cliente. Enquanto isso, o bilhete com defeito permaneceu guardado no estabelecimento.
Dias depois, após a realização do sorteio, a funcionária conferiu o comprovante remanescente e constatou que ele continha as seis dezenas sorteadas.
Em seguida, ela e o marido foram até uma agência da Caixa Econômica Federal e solicitaram o resgate do prêmio, alegando que a aposta pertencia ao casal.
Justiça bloqueou prêmio milionário da Mega-Sena
Antes que o valor fosse liberado, a Caixa iniciou um procedimento de verificação por causa das avarias no bilhete.
Além disso, o proprietário da lotérica registrou uma queixa-crime, alegando que o comprovante não poderia ter sido utilizado.
Pouco antes do fim do prazo para pagamento, a Justiça determinou o bloqueio dos R$ 29 milhões até a conclusão do processo.
Posteriormente, a ex-funcionária e o marido passaram a responder como réus por furto qualificado.
Partes apresentam versões diferentes
A defesa da ex-funcionária afirma que ela pagou pelo bilhete danificado, prática que, segundo a versão apresentada, era comum na rotina da lotérica quando ocorria algum erro de impressão.
Além disso, uma ex-colega de trabalho declarou que a operadora teria arcado com o valor da aposta.
Por outro lado, o proprietário da lotérica sustenta que as normas operacionais não permitem o reaproveitamento nem a apropriação de bilhetes com defeito de impressão, independentemente do valor pago.
Caso ainda aguarda decisão da Justiça
A Caixa Econômica Federal informou apenas que cumpre as determinações judiciais e não comenta processos em andamento.
Enquanto isso, o Ministério Público apresentou denúncia criminal contra o casal. No entanto, a promotoria também manifestou entendimento de que o prêmio não pertence formalmente nem à ex-funcionária nem à empresa proprietária da lotérica.
Agora, o Tribunal de Justiça deverá realizar as audiências de instrução e julgamento em fevereiro de 2027, quando o caso poderá ter um desfecho.
Redator freelance para o portal Surgiu, com atuação em produção, edição e gestão de conteúdo. Possui domínio de ferramentas de criação, revisão e publicação de textos, com foco em qualidade, clareza e engajamento.