A Justiça converteu em prisão preventiva a detenção de Jairam Martins da Costa, investigado por conduzir a moto aquática envolvida no acidente que matou a estudante Ana Luisa Lemes, de 19 anos, na Praia de Araguanã. A defesa considera a medida desnecessária e afirma que aguarda a conclusão da perícia técnica.
A Justiça manteve preso o suspeito investigado por pilotar a moto aquática envolvida no acidente que matou a estudante Ana Luisa Lemes, de 19 anos, na Praia de Araguanã, no norte do Tocantins. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada na segunda-feira (29), quando a prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva.
O investigado é Jairam, de 47 anos, preso após o acidente registrado na noite de sábado (27).
Defesa questiona prisão preventiva e aguarda perícia
Por telefone, a defesa de Jairam Martins da Costa afirmou que a prisão preventiva é desnecessária. Segundo a advogada, medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, seriam suficientes.
Além disso, a defesa sustentou que a dinâmica da colisão ainda permanece indefinida. Por isso, informou que aguarda o resultado da perícia técnica antes de voltar a se manifestar sobre o caso.
Polícia aponta irregularidades na condução da moto aquática
Segundo a Polícia Civil, Jairam Martins da Costa não possuía habilitação de motonauta para conduzir a moto aquática. Além disso, o acidente aconteceu durante a noite, período em que esse tipo de navegação é proibido pelas normas da Marinha do Brasil.
Ainda conforme o boletim de ocorrência da Polícia Militar, testemunhas e policiais relataram que o investigado apresentava sinais aparentes de embriaguez. Entre eles estavam odor etílico e dificuldade para falar. No entanto, ele recusou fazer o teste do bafômetro.
Diante dos elementos reunidos até o momento, a Polícia Civil o autuou por homicídio doloso e por conduzir embarcação sem habilitação em águas públicas.
Marinha também investiga o acidente
Enquanto a Polícia Civil conduz o inquérito criminal, a Marinha do Brasil apura as circunstâncias do acidente por meio de um Inquérito sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN).
Segundo a corporação, uma equipe de inspeção naval já estava na região e prestou o primeiro atendimento à ocorrência. Além disso, a Marinha apreendeu a moto aquática e o barco envolvido no acidente por apresentarem irregularidades.
Agora, as duas embarcações permanecem retidas na Capitania dos Portos, em Palmas. Posteriormente, o material será analisado durante a investigação administrativa que será encaminhada ao Tribunal Marítimo.
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