Vitiligo: diagnóstico precoce e tratamento ajudam a controlar a doença e melhorar a qualidade de vida
O vitiligo é uma doença autoimune que provoca o surgimento de manchas brancas na pele. Apesar de não ser contagiosa, a condição ainda gera preconceito e pode afetar a autoestima dos pacientes.
No Brasil, o vitiligo atinge entre 0,46% e 0,68% da população. A doença pode surgir em qualquer fase da vida e tem evolução imprevisível.
O que causa o vitiligo?
Segundo o dermatologista Ebert Aguiar, do Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins (HDT-UFNT), o próprio sistema imunológico ataca os melanócitos.
Essas células produzem a melanina, responsável pela cor da pele, dos cabelos e dos olhos.
Além disso, o especialista explica que não é possível prever como a doença evoluirá. As manchas podem aumentar, diminuir ou permanecer estáveis.
Sintomas e diagnóstico
Na maioria dos casos, o vitiligo provoca apenas manchas brancas na pele. Entretanto, algumas pessoas também relatam sensibilidade ou dor nas áreas afetadas.
Além dos sintomas físicos, especialistas alertam para os impactos emocionais da doença.
O vitiligo pode ser segmentar, quando aparece em apenas um lado do corpo, ou não segmentar, quando as manchas surgem de forma bilateral.
Quanto mais cedo o diagnóstico acontecer, maiores serão as chances de controlar a doença e estimular a repigmentação da pele.
Tratamento e cuidados
Embora o vitiligo não tenha cura definitiva, o tratamento pode controlar sua evolução.
A fototerapia com luz ultravioleta UVB de banda estreita está entre as terapias mais indicadas pelos especialistas.
Além disso, médicos orientam o uso diário de protetor solar, principalmente nas áreas despigmentadas, para reduzir o risco de queimaduras e câncer de pele.
Os especialistas também recomendam evitar traumas na pele e buscar acompanhamento psicológico quando necessário. O suporte emocional pode melhorar a autoestima e contribuir para os resultados do tratamento.
