Comer de tudo e não engordar? Veja o que a ciência diz sobre o metabolismo “abençoado”
Com certeza você conhece alguém que repete o prato, ataca os doces e continua com o mesmo peso de anos atrás.
Em maio de 2026, essa ainda é uma das maiores frustrações de quem luta contra a balança.
No entanto, a ciência explica que esse fenômeno vai muito além da simples quantidade de comida no prato.
De acordo com a Mayo Clinic, o peso corporal é resultado de uma equação muito complexa.
Ela envolve genética, hormônios, qualidade do sono e até o nível de estresse do dia a dia.
Primeiramente, precisamos entender o papel do metabolismo basal, que é a energia gasta pelo corpo apenas para manter você vivo.
A genética e o metabolismo em repouso
Nesse sentido, especialistas da Harvard Health afirmam que a velocidade do metabolismo é, em grande parte, hereditária. Algumas pessoas herdam um organismo que trabalha em um ritmo muito mais acelerado.
Dessa forma, essas pessoas conseguem consumir mais calorias sem estocar gordura com tanta facilidade quanto as outras.
Além disso, a massa muscular desempenha um papel fundamental nesse processo. Os músculos exigem muito mais energia para serem mantidos do que o tecido adiposo.
Consequentemente, quem possui mais massa magra acaba queimando calorias mesmo enquanto está dormindo ou assistindo televisão.
O poder do “movimento invisível” (NEAT)
Outro segredo revelado pela ciência é o chamado NEAT, sigla em inglês para a termogênese de atividades não ligadas ao exercício.
Isso inclui movimentos simples, como gesticular enquanto fala, andar pela casa ou até ficar balançando as pernas enquanto está sentado.
Portanto, esse gasto calórico invisível pode representar uma diferença de até 800 calorias por dia entre duas pessoas.
Dessa maneira, alguém que é naturalmente mais inquieto acaba gastando muito mais energia ao longo da rotina do que alguém mais calmo, mesmo que ambos frequentem a mesma academia.
Por que você não deve se comparar com os outros?
Por outro lado, fatores como alterações hormonais e o uso de medicamentos também podem influenciar o ponteiro da balança.
Condições como o hipotireoidismo, por exemplo, tornam o processo de emagrecimento muito mais lento e desafiador.
Contudo, especialistas reforçam que a força de vontade nem sempre é o único fator em jogo.
Por fim, a recomendação principal é evitar comparações que geram estresse e frustração. Cada organismo possui uma “assinatura” única e responde de forma diferente aos alimentos.
