Núcleo do TJTO julga mais de 1,4 mil processos do Pasep em duas semanas

Mutirão do Nacom acelera análise de ações e busca reduzir acervo nas comarcas do Tocantins
O Núcleo de Apoio às Comarcas (Nacom), do Tribunal de Justiça do Tocantins, intensificou o julgamento de ações relacionadas ao Pasep. Desde o início dos trabalhos, no dia 24 de fevereiro, 1.406 processos já receberam decisão.
Ao todo, 2.879 ações integram o conjunto analisado nesta etapa. A expectativa, portanto, é concluir todos os julgamentos até o final de março.
Mutirão acelera julgamento de processos do Pasep
A força-tarefa segue orientação nacional após definições jurídicas sobre o tema. Além disso, as ações tratam principalmente de correções, pagamentos e questionamentos sobre valores do Pasep.
Esse direito é garantido aos servidores públicos. No entanto, ao longo dos anos, gerou grande volume de litígios no Judiciário.
Dessa forma, o mutirão busca dar respostas mais rápidas às partes. Ao mesmo tempo, contribui para reduzir o acervo processual nas comarcas.
Volume de ações exige estratégia do TJTO
Atualmente, cerca de três mil processos no Nacom envolvem controvérsias sobre o programa. Por isso, o tribunal adotou uma estratégia de análise concentrada.
Segundo o juiz coordenador do núcleo, Wellington Magalhães, a meta é finalizar os julgamentos ainda em março.
Além disso, a iniciativa faz parte de um plano de organização do trabalho. Assim, o tribunal busca dar mais eficiência à prestação jurisdicional.
Acervo elevado impulsiona ações concentradas
Hoje, o Nacom administra mais de 25 mil processos. Diante desse cenário, a análise concentrada das ações do Pasep representa um avanço importante.
Com isso, o tribunal reduz a litigiosidade sobre o tema. Além disso, melhora a celeridade no andamento dos processos.
Decisões nacionais influenciam julgamentos
Nos últimos anos, o tema ganhou relevância nacional. O Superior Tribunal de Justiça consolidou entendimentos sobre diferentes aspectos dessas ações.
Além disso, o Conselho Nacional de Justiça orientou os tribunais a retomarem os julgamentos.
Dessa maneira, o avanço das análises permite solucionar os casos com mais rapidez. Consequentemente, também contribui para desafogar o Judiciário nas comarcas.
