Prisão mantida no STF pressiona Vorcaro e defesa muda estratégia; delação entra no radar

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, nesta sexta-feira (13), para manter a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro. A decisão ocorre no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes envolvendo o banco Master.
Após o posicionamento da Corte, a defesa do empresário passou por mudanças. O advogado José Luís Oliveira Lima, conhecido como Juca, assumiu o caso. Ele defende a delação premiada como estratégia jurídica. Com isso, o criminalista Pierpaolo Bottini deixou a equipe, por discordar desse caminho.
Nos bastidores, a avaliação é que a manutenção da prisão aumenta a pressão sobre Vorcaro. Dessa forma, cresce a possibilidade de um acordo de colaboração com as autoridades. Ao longo da semana, houve tentativas de reverter a prisão e evitar uma eventual delação.
Na quinta-feira (12), a defesa havia negado qualquer negociação com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Em nota, os advogados afirmaram que as informações sobre delação eram inverídicas e prejudicavam o exercício da defesa.
A decisão do STF foi tomada pela Segunda Turma. O relator, ministro André Mendonça, votou pela manutenção da prisão. Ele apontou indícios de que Vorcaro integra uma organização criminosa armada. Os ministros Luiz Fux e Nunes Marques acompanharam o voto.
O julgamento ainda aguarda o voto de Gilmar Mendes. Já o ministro Dias Toffoli se declarou suspeito e não participou da análise do caso.
Além de Vorcaro, o Supremo determinou a manutenção da prisão de outros investigados. Entre eles estão Fabiano Campos Zettel e Marilson Roseno da Silva. Já Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, citado na decisão, morreu após a prisão.
Daniel Vorcaro está preso preventivamente desde 4 de março. Atualmente, ele permanece na Penitenciária Federal de Brasília, onde passa por período inicial de adaptação.
