A paralisação dos caminhoneiros começa à meia-noite desta segunda-feira (13), com foco nos portos brasileiros. A categoria quer pressionar o Senado a votar a MP 1.343, que altera regras do frete e perde a validade nesta semana.
A paralisação dos caminhoneiros começa à meia-noite desta segunda-feira (13), segundo anúncio da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava). Com a mobilização, a categoria pretende pressionar o Senado Federal a votar a Medida Provisória (MP) 1.343 antes que ela perca a validade.
O presidente da Abrava, Wallace Landim, conhecido como Chorão, afirmou que os caminhoneiros decidiram interromper as atividades nos portos após semanas de cobrança pela análise da proposta.
Além da paralisação, a Abrava orientou os caminhoneiros a não iniciarem viagens a partir da madrugada desta segunda-feira.
Segundo Wallace Landim, a categoria acompanhará a tramitação da proposta até terça-feira, quando o Senado sinalizou que poderá analisar o texto.
Caso a votação não aconteça, os caminhoneiros estudam ampliar a mobilização.
O que muda com a MP 1.343?
O governo federal publicou a MP em março para reforçar a fiscalização do transporte rodoviário de cargas e atualizar as regras do piso mínimo do frete.
Além disso, a proposta cria um piso salarial nacional de R$ 5 mil para trabalhadores celetistas do transporte de cargas.
Da mesma forma, o texto determina que o cálculo do frete considere despesas como combustível, manutenção, seguros e outros custos operacionais.
Senado precisa votar proposta nesta semana
A Câmara dos Deputados aprovou a medida em junho. Agora, o Senado precisa analisar o texto até quinta-feira (16).
Caso contrário, a MP perderá a validade.
Durante a votação na Câmara, os deputados também incluíram uma emenda que prevê o perdão de multas aplicadas a caminhoneiros e transportadores envolvidos nos bloqueios de rodovias após as eleições de 2022.
Enquanto isso, a categoria mantém a paralisação como forma de pressionar o Congresso pela aprovação da proposta.
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