MPTO dá 10 dias para prefeito de Lagoa da Confusão exonerar servidora por nepotismo e secretário por falta de qualificação

O Ministério Público do Tocantins recomendou que o prefeito de Lagoa da Confusão exonere, em até 10 dias, uma servidora comissionada e o secretário municipal de Infraestrutura e Desenvolvimento Urbano. Além disso, o órgão orientou a suspensão de novas nomeações que possam configurar nepotismo.
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O Ministério Público do Estado do Tocantins (MPTO) recomendou que a Prefeitura de Lagoa da Confusão exonere uma servidora comissionada e o secretário municipal de Infraestrutura e Desenvolvimento Urbano.
Segundo a 1ª Promotoria de Justiça de Cristalândia, a administração municipal tem 10 dias para cumprir a recomendação.
Além disso, o município deverá informar ao MPTO quais providências adotou dentro do prazo estabelecido.
Investigação analisou nomeações em Lagoa da Confusão
A investigação ocorreu no âmbito do Inquérito Civil nº 2021.0000222.
Durante a apuração, o Ministério Público analisou vínculos de parentesco, atos de nomeação, situação funcional e qualificação técnica dos ocupantes de cargos públicos.
Ao mesmo tempo, parte dos investigados comprovou experiência ou deixou os cargos. Por isso, o MPTO encerrou a apuração nesses casos.
No entanto, a Promotoria concluiu que a servidora identificada pelas iniciais E. M. C. S. permanece em situação incompatível com os princípios da impessoalidade e da moralidade administrativa.
Dessa forma, o órgão recomendou sua exoneração.
Secretário de Lagoa da Confusão também é alvo
O Ministério Público também avaliou a situação do secretário municipal de Infraestrutura e Desenvolvimento Urbano, identificado pelas iniciais M. R. B.
Segundo a recomendação, ele não apresentou documentos que comprovassem formação acadêmica ou experiência profissional compatíveis com as atribuições do cargo.
Por esse motivo, o MPTO também recomendou sua exoneração.
Recomendação busca evitar nepotismo
Além das exonerações, o Ministério Público orientou a Prefeitura de Lagoa da Confusão a impedir novas nomeações que possam caracterizar nepotismo ou nepotismo cruzado.
Da mesma forma, o órgão recomendou a adoção de medidas administrativas para prevenir novas irregularidades.
Em seguida, a administração deverá encaminhar documentos que comprovem o cumprimento das determinações.
MPTO pode adotar medidas judiciais
Caso a Prefeitura de Lagoa da Confusão deixe de cumprir a recomendação sem justificativa, o Ministério Público poderá recorrer ao Poder Judiciário.
Entre as medidas previstas estão o ajuizamento de Ação Civil Pública por ato de improbidade administrativa e outras providências legais.
Por fim, a promotora de Justiça Janete de Souza Santos Intigar assinou a recomendação, publicada no Diário Oficial do MPTO em 1º de julho de 2026.
