Diagnóstico precoce do diabetes ajuda a evitar complicações e melhora a qualidade de vida
O diagnóstico precoce do diabetes pode mudar a evolução da doença e reduzir o risco de complicações. Além disso, exames simples permitem identificar alterações na glicemia antes do aparecimento dos sintomas.
Segundo a Federação Internacional de Diabetes (IDF), cerca de 16,6 milhões de brasileiros entre 20 e 79 anos convivem com a doença. Dessa forma, o Brasil figura entre os países com o maior número de casos no mundo.
Em alusão ao Dia Nacional do Diabetes, celebrado em 26 de junho, a endocrinologista Thayssa Boechat alerta que muitas pessoas descobrem a doença apenas quando surgem complicações.
Exames ajudam a identificar a doença antes dos sintomas
De acordo com a especialista, o diabetes tipo 2 pode evoluir durante anos sem provocar sinais evidentes.
Por isso, o rastreamento com exames de rotina permite identificar alterações precocemente. Assim, o paciente inicia o acompanhamento médico antes que a doença provoque danos ao organismo.
Além disso, o diagnóstico precoce reduz o risco de complicações cardiovasculares, renais, neurológicas e oftalmológicas.
“O diabetes tipo 2 pode evoluir por anos sem provocar sintomas. Por isso, o rastreamento com exames simples é fundamental”, destaca Thayssa Boechat.
Quem deve fazer o rastreamento?
Os especialistas recomendam exames para todos os adultos a partir dos 35 anos, mesmo quando não existem sintomas.
Antes dessa idade, a investigação também merece atenção em pessoas com sobrepeso ou obesidade associada a fatores de risco.
Entre eles estão:
histórico familiar de diabetes;
hipertensão arterial;
colesterol elevado;
sedentarismo;
síndrome dos ovários policísticos;
diabetes gestacional.
Além disso, a avaliação médica permite definir a melhor estratégia de prevenção e acompanhamento.
Hábitos saudáveis ajudam na prevenção do diabetes
Embora fatores genéticos influenciem o desenvolvimento do diabetes tipo 2, o estilo de vida continua sendo decisivo.
Por isso, médicos recomendam alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, controle do peso, sono adequado e redução do sedentarismo.
Para quem já recebeu o diagnóstico, o acompanhamento contínuo melhora o controle da glicemia e diminui o risco de complicações ao longo dos anos.
Segundo Thayssa Boechat, informação, acompanhamento médico e participação ativa no tratamento permitem que muitas pessoas convivam com a doença mantendo qualidade de vida.
