Moradora do Tocantins completa 100 anos e revela segredo da longevidade

Maria Pinto da Silva, conhecida carinhosamente como Dona Iaiá, completou 100 anos no dia 3 de maio, em Alvorada do Tocantins. Nascida em 1926, na cidade de Aparecida, no Piauí, ela chegou ao centenário cercada pela família, pela fé e por muitas histórias de vida.
Mesmo aos 100 anos, Dona Iaiá chama atenção pela lucidez, independência e disposição. Para ela, o segredo da longevidade está na espiritualidade.
“Rezar e pedir a Deus e ter muita fé em Jesus”, contou.
Devota, Dona Iaiá acompanha missas quase todos os dias. Quando não consegue ir presencialmente, assiste pela televisão.
Dona Iaiá mantém rotina ativa aos 100 anos
Aos 100 anos, Maria Pinto ainda preserva parte da própria autonomia. Ela contou que se alimenta bem, consegue comer sozinha e vai ao banheiro sem ajuda.
Atualmente, Dona Iaiá mora com o filho Antônio Pinto da Silva, de 82 anos. Ao relembrar a trajetória da família, ela também falou sobre as perdas que enfrentou ao longo da vida.
“Eu tive oito filhos e só criei os dois primeiros”, contou.
A história da centenária é marcada por fé, superação e despedidas difíceis. Ela perdeu seis filhos ainda durante a gestação, enfrentou a morte do marido, Damião Barbosa, e também de um dos filhos.
Apesar das dores, construiu uma grande família. Hoje, Dona Iaiá tem 14 netos, 30 bisnetos e sete trinetos.
Família destaca lucidez e independência
Segundo familiares, Dona Iaiá sempre encontrou força na religiosidade e no convívio com as pessoas ao redor. A neta Almerinda conta que a avó segue ativa e muito ligada à família.
“Ela é muito lúcida, muito independente. Faz as coisas dela praticamente sozinha”, disse.
A neta também afirma que Dona Iaiá gosta de participar de encontros familiares, receber visitas e rezar pelos parentes diariamente.
Segundo Almerinda, a avó reza de manhã, depois do almoço e à noite. Nas orações, inclui todos os familiares, mesmo quando não lembra todos os nomes.
Fé, música e tradição popular
Ao lado do marido, Dona Iaiá também participou de festas populares e religiosas, como a Folia de Reis. Enquanto Damião tocava rabeca, ela cantava e tocava zabumba durante celebrações que atravessavam a madrugada.
“Cantava e batia numa caixa à noite toda até o sol sair”, relembrou.
Segundo familiares, músicas populares marcaram gerações e fizeram do casal figuras conhecidas nas comunidades por onde passaram.
Além das festas, Dona Iaiá e o marido também acolhiam pessoas em casa, aconselhavam vizinhos e participavam de encontros comunitários.
Segredo da longevidade
Ao ser questionada sobre o que é preciso fazer para chegar aos 100 anos, Dona Iaiá voltou a falar da importância da fé.
“Só rezar e ter muita fé em Deus”, afirmou.
Mesmo centenária, ela mantém hábitos simples, acompanha missas, reza diariamente e segue rodeada pelo carinho da família.
