Polícia conclui segundo inquérito da Operação Jogo Limpo e aponta desvio de R$ 399 mil em Palmas (TO)

A Polícia Civil do Tocantins concluiu o segundo inquérito da Operação Jogo Limpo e indiciou oito pessoas por suspeita de desvio de recursos de um convênio da Fundação Municipal de Esportes e Lazer de Palmas (Fundesportes) em 2014. O acordo previa um torneio de futebol feminino, mas o evento nunca ocorreu.
Segundo a Delegacia de Repressão à Corrupção (Decor), o convênio destinava R$ 399.667,25 ao projeto. Entretanto, os investigados transferiram todo o valor, em apenas 13 dias, para empresas de fachada que simulavam serviços e ocultavam o dinheiro público. As análises financeiras mostraram que os valores foram rapidamente distribuídos entre os envolvidos.
Os policiais identificaram irregularidades desde a assinatura do convênio, incluindo indícios de direcionamento na aprovação, ausência de critérios técnicos e documentação inconsistente. As estruturas administrativas existentes funcionavam apenas no papel e conferiam aparência de legalidade às operações.

Além disso, a investigação constatou que os responsáveis não prestaram contas e usaram documentos falsos para justificar despesas que nunca ocorreram.
O delegado Guilherme Rocha destacou que o caso não é isolado. “Este inquérito confirma que o esquema estruturado utilizava convênios esportivos para desviar recursos públicos, prejudicando políticas de incentivo ao esporte e inclusão social”, afirmou.
A Operação Jogo Limpo começou em 2018 e, desde então, avança em inquéritos separados, cada um sobre um convênio distinto. Na semana passada, a Polícia Civil concluiu o primeiro procedimento, detalhando a atuação de núcleos responsáveis por viabilizar, movimentar e ocultar os recursos desviados.
Com o encerramento desta etapa, a Polícia Civil enviou o inquérito ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para que adotem as medidas legais cabíveis.
