Banco Central decreta liquidação extrajudicial de mais um banco no Brasil
O Banco Central do Brasil decretou nesta quarta-feira (18) a liquidação extrajudicial do Banco Pleno S.A. e estendeu o regime à Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., empresas que integravam o mesmo conglomerado financeiro.
As duas instituições pertenciam ao grupo do Banco Master e foram vendidas no segundo semestre do ano passado ao empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro.
De acordo com dados do Banco Central, o conglomerado tinha participação reduzida no sistema financeiro nacional. Até setembro do ano passado, o banco concentrava cerca de 0,04% dos ativos do setor, que somavam R$ 18,07 trilhões — o equivalente a aproximadamente R$ 7,2 bilhões.
Nas captações, a fatia representava 0,05% de um total de R$ 13,1 trilhões, cerca de R$ 6,5 bilhões. Ativos correspondem a todos os bens e direitos que o banco possui ou tem a receber, como empréstimos e investimentos. Já as captações são os recursos obtidos junto a clientes e investidores, por meio de depósitos, CDBs e outros produtos financeiros.
Segundo o BC, a medida foi adotada após o agravamento da situação econômico-financeira da instituição, que passou a enfrentar dificuldades para cumprir obrigações cotidianas. O órgão também apontou descumprimento de normas que regulam a atividade bancária e desobediência a determinações da autoridade supervisora.
Em nota, o Banco Central afirmou que a liquidação foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira, com deterioração da liquidez, além de infrações às regras do setor.
O BC informou ainda que continuará apurando responsabilidades. As investigações podem resultar em sanções administrativas e no encaminhamento de informações a outros órgãos competentes, conforme previsto na legislação.
Com a decretação da liquidação extrajudicial, os bens dos controladores e administradores das instituições ficam indisponíveis, como determina a lei.
