Homem mata ex-mulher a tiros e tira a própria vida um dia após prestar depoimento em delegacia
O operador de empilhadeira Pedro da Costa Queiroz, de 46 anos, matou a tiros a ex-mulher, Elieser Teodoro da Silva, de 39, e em seguida tirou a própria vida, na tarde de sábado (14), em Itumbiara, no sul de Goiás. A informação foi confirmada pela Polícia Civil.
O crime aconteceu no Setor Santa Rita. Elieser havia obtido na Justiça uma medida protetiva contra o ex-companheiro no último dia 6 de fevereiro, após denunciá-lo por ameaça e dano. Apesar da decisão judicial, os dois continuavam morando na mesma residência.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Felipe Sala, antes de atirar contra a ex-mulher, Pedro ainda agrediu a filha dela e uma adolescente de 15 anos, enteada da vítima, com uma coronhada na cabeça. A jovem foi socorrida, recebeu atendimento médico e não corre risco de vida. Ela é considerada uma das principais testemunhas da discussão que antecedeu o crime.
O relacionamento do casal já era marcado por episódios de violência doméstica. Em 2024, Pedro foi condenado por agressões contra Elieser, conforme informou o advogado João Barbosa, que o representava no caso mais recente.
De acordo com o defensor, mesmo após a condenação, o casal manteve a convivência na mesma casa. Na quinta-feira (12), o operador teria procurado o advogado para acompanhá-lo à delegacia após novo registro relacionado ao descumprimento da medida protetiva. Segundo o relato, ele estava alcoolizado e teria segurado Elieser pelo pescoço enquanto ela realizava tarefas domésticas.
João Barbosa afirmou que orientou o cliente a cumprir rigorosamente a determinação judicial de afastamento e deixar a residência. Ainda assim, segundo o advogado, Pedro alegava que o casal estava convivendo de forma tranquila e que não compreendia a gravidade da situação.
Na sexta-feira (13), um dia antes do crime, Pedro compareceu à delegacia acompanhado do advogado para prestar depoimento. “Reforcei que, independentemente da versão dele, a decisão judicial precisava ser cumprida integralmente”, declarou o defensor.
A Polícia Civil informou que será instaurado inquérito para apurar os fatos. No entanto, o procedimento pode ser arquivado devido à extinção da punibilidade, já que o investigado morreu após cometer o crime.
