Adolescentes investigados pela morte de cão retornam ao Brasil e têm celulares apreendidos
Os dois adolescentes investigados pela morte do cão comunitário Orelha já estão de volta ao Brasil. A Polícia Civil de Santa Catarina confirmou que o retorno, que estava previsto apenas para a próxima semana, foi antecipado e monitorado em conjunto com a Polícia Federal.
Assim que os jovens desembarcaram, equipes da Delegacia de Proteção ao Turista (DPTUR) e da Polícia Militar cumpriram mandados de busca e apreensão. Durante a ação, os telefones celulares dos adolescentes foram recolhidos e encaminhados à Polícia Científica para extração e análise de dados. O mesmo procedimento já havia sido adotado com outros aparelhos apreendidos anteriormente.
De acordo com a Polícia Civil, os adolescentes foram formalmente intimados e deverão prestar depoimento nos próximos dias. Além disso, a corporação solicitou a emissão do laudo de corpo de delito do animal, que será anexado ao inquérito.

A investigação segue em andamento e, após a conclusão das diligências, o procedimento será encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para as providências cabíveis.
Dois investigados estavam no exterior
Dos quatro adolescentes suspeitos de envolvimento no caso, dois estavam em viagem aos Estados Unidos. Segundo a Polícia Civil, a saída do país havia sido previamente programada, mas o retorno acabou sendo antecipado após o avanço das investigações.
Na segunda-feira, também foram cumpridos mandados de busca relacionados a um adulto suspeito de ameaçar uma testemunha durante o andamento do processo. Na residência, não foi localizada arma de fogo, mas foi apreendida uma pequena quantidade de droga para uso pessoal.
O caso
O cão Orelha era um animal comunitário da Praia Brava, em Florianópolis, e teria sido agredido por um grupo de adolescentes. Ele sofreu ferimentos graves na região da cabeça, foi socorrido e levado para atendimento veterinário, mas não resistiu.
O caso é acompanhado pelo Ministério Público de Santa Catarina, nas áreas da Infância e Juventude e do Meio Ambiente. Segundo o órgão, diversas testemunhas já foram ouvidas e novas oitivas devem ocorrer nos próximos dias, conforme o avanço da apuração.
