Nascidos em janeiro recebem menos presentes, apontam pesquisas sobre comportamento do consumidor
Pesquisas na área de comportamento do consumidor indicam que pessoas que fazem aniversário em janeiro tendem a receber menos presentes do que aquelas nascidas em outros meses do ano. A explicação, segundo especialistas, está menos ligada ao afeto e mais ao contexto econômico e social que envolve esse período.
Janeiro sucede as festas de fim de ano, quando muitas famílias já registraram gastos superiores à média com Natal, Ano Novo, viagens e confraternizações. Esse fenômeno é descrito por economistas comportamentais como “fadiga financeira pós-festas”: orçamentos mais apertados e maior cautela em relação a despesas não essenciais, incluindo presentes de aniversário.
Há também a chamada “fadiga de presentes”. Após semanas de trocas de lembranças em dezembro, o impulso emocional de presentear tende a diminuir, resultando em comemorações de janeiro mais simples, com menos itens ou presentes de menor valor.
Estudos publicados em periódicos acadêmicos, como o Journal of Consumer Research, analisam padrões de consumo ao longo do ano e apontam que datas comemorativas próximas entre si competem por atenção e recursos financeiros. Nesse cenário, aniversários que ocorrem logo após o período de maior consumo frequentemente ficam em segundo plano.
Os pesquisadores, entretanto, ressaltam que a experiência do aniversário não se resume a presentes materiais. Elementos simbólicos — reconhecimento social, celebrações íntimas e tempo de qualidade com familiares e amigos — continuam a influenciar a satisfação pessoal, independentemente do mês de nascimento.
