Cofres, dólares e carros de luxo: o que a PF achou em operação contra fraudes no INSS
A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, na manhã desta quinta-feira (13), uma nova fase da Operação Sem Desconto, que apura um esquema bilionário de descontos associativos não autorizados em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.
As equipes cumprem 63 mandados de busca e apreensão, 10 de prisão preventiva e medidas cautelares diversas da prisão em 14 estados e no Distrito Federal. As ações foram determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Itens apreendidos
Durante o cumprimento dos mandados, as autoridades apreenderam grandes quantias em dinheiro, armas e veículos de luxo.

– No Maranhão, um cofre foi encontrado cheio de notas de R$ 50 e R$ 100, ainda sem valor total contabilizado.
– Em Minas Gerais, foram localizados maços de dinheiro em reais e dólares, além de munições e carregadores de armas de fogo.

– Em Goiás, os agentes apreenderam um fuzil e uma pistola.
– Em São Paulo e no Distrito Federal, foram confiscados veículos de luxo, entre eles um Cadillac Escalade, avaliado em cerca de R$ 500 mil, e um Ford Mustang, cujo preço no Brasil parte de R$ 649 mil.

Presos e investigados
Entre os presos nesta fase estão Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS durante o governo Lula (PT), e Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, ex-procurador da autarquia federal.
Já José Carlos Oliveira, ex-ministro do Trabalho e Previdência na gestão Jair Bolsonaro (PL), deverá utilizar tornozeleira eletrônica como medida cautelar.
Crimes investigados
A Operação Sem Desconto investiga indícios dos crimes de:
– Inserção de dados falsos em sistemas oficiais;
– Constituição de organização criminosa;
– Estelionato previdenciário;
– Corrupção ativa e passiva;
– Ocultação e dilapidação patrimonial.
