ITAÚ dando adeus! Fechamento em novembro deixará alguns brasileiros sem atendimento!
O Itaú Unibanco, maior banco privado do Brasil, anunciou o fechamento da agência localizada na avenida Tancredo Neves, no bairro Caminho das Árvores, em Salvador (BA). A unidade encerrará suas atividades em 5 de novembro, após 33 anos de funcionamento, afetando cerca de 20 mil correntistas e 28 funcionários. A decisão gerou protestos em frente ao prédio e críticas de entidades sindicais, que alertam para os impactos sobre a população sem acesso pleno aos canais digitais.
História e relevância da agência Tancredo Neves
Inaugurada em 1992, a unidade do Itaú na Tancredo Neves se destacou como uma das mais tradicionais da capital baiana. Atendia pessoas físicas, empresas e instituições da região, passando por reformas recentes para modernização de sua estrutura. Luciana Dória, diretora da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, afirmou que a agência era referência e que o fechamento causou “indignação e perplexidade” entre funcionários e clientes.
A importância da unidade vai além do atendimento cotidiano, sendo uma referência para operações financeiras complexas e serviços voltados a pequenos negócios locais, o que aumenta o impacto da decisão do banco sobre a comunidade.
Reestruturação nacional e cortes do Itaú
O fechamento da agência em Salvador faz parte de uma reestruturação nacional do Itaú. Entre janeiro e julho de 2025, o banco:
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Demitiu 4.475 funcionários;
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Fechou 197 agências físicas;
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Possui outras 28 unidades em processo de encerramento.
O banco justifica a medida pelo aumento do uso de canais digitais, que tornam algumas agências “obsoletas”. No entanto, o Itaú registrou lucro líquido de R$ 11,5 bilhões no segundo trimestre de 2025, crescimento de 14,3% em relação ao mesmo período de 2024, reforçando críticas de que os cortes visam maximizar ganhos, e não resolver crise financeira.
Impacto para clientes e exclusão digital
Com o fechamento, os correntistas da unidade Tancredo Neves serão redirecionados para a agência do Iguatemi. Entretanto, líderes sindicais alertam que essa mudança pode sobrecarregar a nova unidade e prejudicar clientes sem familiaridade com plataformas digitais.
Luciana Dória destacou que muitos usuários ainda dependem do atendimento presencial, especialmente idosos, aposentados, trabalhadores informais e pequenos empresários, que enfrentam riscos de golpes e fraudes online. A digitalização, embora eficiente para parte da clientela, não substitui totalmente a presença física e gera exclusão digital para parcela significativa da população.
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Protestos e críticas sindicais
O ato em frente à agência contou com faixas, discursos e manifestações, denunciando:
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Demissões em massa;
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Sobrecarga das agências restantes;
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Exclusão de clientes sem acesso digital;
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Precarização do atendimento bancário presencial.
Segundo dados da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), desde 2016 os cinco maiores bancos do país já fecharam mais de 3 mil agências físicas, enquanto registram crescimento bilionário em lucros.
Tendência de digitalização e desafios
O setor bancário brasileiro tem avançado rapidamente em direção à digitalização, com o crescimento de fintechs como Nubank, C6 Bank, Inter e Neon. No entanto, sindicatos e especialistas lembram que:
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Nem todos os serviços podem ser realizados online;
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A alfabetização digital ainda é um desafio;
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Fraudes e golpes virtuais estão em crescimento;
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O atendimento presencial garante confiança e solução de problemas complexos.
Posição oficial do Itaú
Em nota, o Itaú afirmou que o fechamento faz parte do ajuste da rede física para “atender à nova realidade do mercado”, destacando que mais de 90% das transações são realizadas digitalmente. O banco informou que os funcionários da agência serão realocados, sem detalhar planos de compensação ou transição.
Perspectivas futuras
Analistas do setor preveem a continuidade do fechamento de agências nos próximos anos, acompanhando a tendência de digitalização do banco. Porém, a pressão social e sindical tende a aumentar, especialmente em regiões onde o acesso digital ainda é limitado. O desafio será equilibrar eficiência operacional, lucros e inclusão financeira, garantindo que o avanço tecnológico não prejudique clientes dependentes do atendimento presencial.
O caso da agência Tancredo Neves evidencia a tensão entre modernização, lucro e responsabilidade social no setor bancário, mostrando que a digitalização, embora inevitável, precisa ser acompanhada de políticas que não deixem parte da população à margem do sistema financeiro.
