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A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (1º) um projeto que amplia a isenção do Imposto de Renda (IR) para trabalhadores com salário de até R$ 5 mil mensais. A medida, caso seja aprovada pelo Senado e sancionada pelo presidente Lula, também beneficiará quem recebe até R$ 7.350, com descontos progressivos. Essa mudança promete impactar diretamente milhões de contribuintes e gerar economia significativa no orçamento doméstico.
Como funciona a nova isenção
Atualmente, a faixa de isenção do IR atinge salários de até R$ 3.036 por mês. Com a aprovação do PL 1.087/25, a isenção passará para R$ 5 mil mensais. Além disso, para rendimentos entre R$ 5.001 e R$ 7.350, será aplicado um desconto progressivamente menor, garantindo benefícios também a quem ganha acima da nova faixa de isenção, embora de forma proporcional.
De acordo com a Confirp Contabilidade, um trabalhador que recebe R$ 5 mil por mês poderá economizar R$ 312,89 mensais. Considerando o décimo terceiro salário, a economia anual pode atingir R$ 4.067, um valor equivalente a 81,35% do salário de um mês. Já quem recebe R$ 7 mil terá uma redução menor, de R$ 46,61 por mês, totalizando R$ 605,87 por ano.
Impacto no número de contribuintes isentos
A proposta deve aumentar o número de brasileiros isentos do Imposto de Renda para mais de 26,6 milhões, cerca de 65% dos declarantes. Isso inclui:
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15,2 milhões já isentos atualmente;
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Quase 2 milhões beneficiados pela Lei n.º 15.191/25, que ampliou a faixa para até dois salários mínimos;
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Aproximadamente 10 milhões que passarão a ser isentos com o novo projeto.
O aumento da faixa de isenção é uma promessa de campanha do presidente Lula e deve beneficiar especialmente a classe média, reduzindo o peso dos impostos sobre salários médios e estimulando o consumo.
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Simulações e ganhos práticos
Para exemplificar, uma pessoa com renda de R$ 5 mil, que atualmente paga IR, deixará de ter descontos mensais de R$ 312,89 a partir de janeiro de 2026. Com o décimo terceiro, o ganho anual será de R$ 4.067. Quem recebe R$ 7 mil terá economia mais modesta, mas ainda significativa, de R$ 46,61 por mês, totalizando R$ 605,87 ao ano.
É importante ressaltar que contribuintes com salários acima de R$ 7.350 não terão alterações, mantendo a tributação conforme a tabela progressiva vigente. Também não haverá mudanças para quem recebe até R$ 3.036, faixa já isenta atualmente.
Custos e compensações para o governo
A ampliação da isenção terá impacto estimado de R$ 25,8 bilhões nas contas públicas em 2026. Para compensar a redução na arrecadação, o projeto prevê tributação sobre lucros e dividendos acima de R$ 50 mil mensais, com alíquota de 10%. Além disso, rendimentos anuais superiores a R$ 600 mil terão alíquota progressiva, sendo que ganhos acima de R$ 1,2 milhão serão taxados no teto definido pelo projeto.
Perspectivas futuras
Se sancionada, a medida permitirá que milhões de trabalhadores vejam um aumento real na renda disponível, aliviando o impacto dos impostos sobre salários e beneficiando diretamente famílias de classe média e média-alta. Especialistas destacam que o novo modelo promove justiça fiscal, mantendo a tributação sobre quem possui rendimentos mais elevados, enquanto amplia a proteção para quem ganha menos.
A expectativa é que, com a sanção presidencial, a economia doméstica de milhões de brasileiros seja reforçada, proporcionando maior planejamento financeiro e estímulo ao consumo, ao mesmo tempo em que mantém a arrecadação de forma equilibrada para o governo.
