Ataque russo em Kiev deixa 21 mortos, incluindo quatro crianças; EUA dizem que ofensiva ameaça esforços de paz de Trump
Ao menos 21 pessoas morreram, entre elas quatro menores, em um dos maiores ataques aéreos russos contra a Ucrânia, ocorrido nesta quinta-feira (28) em Kiev. O bombardeio, que deixou cerca de 50 feridos, foi considerado pelos Estados Unidos como uma ameaça direta aos esforços do presidente Donald Trump para encerrar a guerra.
Segundo as autoridades ucranianas, o ataque atingiu áreas centrais da capital, destruindo prédios residenciais, uma creche e um shopping. A missão da União Europeia (UE) e o escritório do British Council também sofreram danos significativos. Em um bairro do leste da cidade, equipes de resgate retiraram corpos de um edifício de cinco andares partido em dois após a explosão.
De acordo com o Exército ucraniano, a Rússia lançou 598 drones e 31 mísseis, incluindo dois supersônicos Kinzhal, configurando o segundo maior ataque aéreo desde o início da invasão, em fevereiro de 2022.

Reações internacionais
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky chamou a ofensiva de um “massacre horrível e deliberado de civis”, acusando Moscou de não ter qualquer interesse em negociações de paz. Ele pediu novas sanções internacionais contra o Kremlin.
Já o porta-voz russo Dmitri Peskov afirmou que as Forças Armadas estão cumprindo sua missão ao atacar “alvos militares e paramilitares”, mas garantiu que Moscou ainda estaria disposto a dialogar “para alcançar seus objetivos por meios políticos e diplomáticos”.
A comunidade internacional reagiu com veemência. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou que a UE “não se deixará intimidar”. O premiê britânico Keir Starmer acusou Vladimir Putin de “sabotar as esperanças de paz” e pediu o fim imediato do “banho de sangue”. Já o presidente francês Emmanuel Macron classificou o ataque como “terror e barbárie”, e o chanceler alemão Friedrich Merz disse que a Rússia “mostrou sua verdadeira face”.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou a ação, lembrando que ataques contra civis e infraestrutura civil violam o direito humanitário internacional e exigiu o fim imediato dos bombardeios.
