Aumento do IOF torna investimentos no exterior mais caros e afeta planejamento patrimonial
O recente aumento das alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), anunciado pelo Governo Federal como parte do esforço para alcançar a meta de superávit primário de 0,25% do PIB em 2026, deve provocar efeitos significativos sobre os investidores brasileiros. Para o especialista em investimentos e fundador da M&P Capital, Adriano Murta, a medida onera especialmente quem recorre ao crédito e quem busca diversificar o patrimônio fora do país.
Segundo Murta, o novo patamar do IOF incide diretamente sobre operações de câmbio, crédito e seguros, tornando mais caro o envio de recursos para o exterior. “Esse custo adicional reduz a atratividade da diversificação internacional e prejudica especialmente pequenos e médios investidores, que muitas vezes não conseguem arcar com a elevação tributária”, explica. Além disso, o encarecimento das transações internacionais pode gerar impacto inflacionário e restringir o acesso a produtos importados.

Entre as aplicações mais afetadas estão investimentos em ações no exterior, fundos internacionais e a compra de imóveis fora do Brasil. Como explica Adriano, os aportes recorrentes realizados em corretoras internacionais serão os mais impactados, pois o imposto incide sobre cada operação de câmbio. Já a compra de imóveis, por envolver valores altos, também terá seu custo elevado.
Apesar do cenário mais desafiador, Murta aponta estratégias para mitigar o impacto do imposto, como investir em produtos nacionais com exposição internacional, tais como os BDRs (Brazilian Depositary Receipt) e fundos feeder; assim como consolidar remessas para reduzir o número de operações tributadas ou recorrer a estruturas offshores, adequadas a investidores de maior patrimônio.
Para o especialista, o aumento do IOF tende a produzir um efeito duplo: ao mesmo tempo que desestimula investidores iniciantes, pode acelerar o planejamento patrimonial de famílias de alta renda, que buscarão alternativas legais para otimizar a carga tributária. “O desafio do governo é equilibrar a necessidade de arrecadação com o estímulo ao investimento produtivo, sem penalizar excessivamente quem busca proteger e diversificar seu patrimônio. Em resumo, a escolha do instrumento depende do perfil do investidor, mas é essencial contar com planejamento tributário especializado”, conclui Murta.
Sobre Adriano Murta
Adriano Murta é o fundador e líder da M&P Capital Investments, especializada em assessoria e consultoria para investimentos no mercado financeiro e imobiliário dos Estados Unidos. Com mais de 20 anos de experiência, Adriano se destaca por sua habilidade em simplificar o processo de investimentos para brasileiros e investidores internacionais, oferecendo soluções personalizadas, eficazes e seguras.
