Chefe de facção é condenada a 99 anos de prisão por tortura e assassinato de trabalhadores em MT
O Tribunal do Júri condenou, nessa quinta-feira (27), Angélica Saraiva de Sá, conhecida como Angeliquinha, a 99 anos e 11 meses de prisão em regime fechado pela morte de quatro trabalhadores, em Nova Monte Verde, a 920 km de Cuiabá, em 2022.
A ré foi condenada pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e integrar organização criminosa. Ela ainda terá que pagar 10 dias-multa no valor de 1/30 avos do salário-mínimo na época.
As vítimas foram identificadas como:
Jefferson Vale Paulino, de 27 anos;
Alan Rodrigues Pereira, 36 anos;
João Vitor da Silva, 19 anos;
Caio Paulo da Silva, 31 anos.
O Conselho de Sentença reconheceu que o crime foi praticado por motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas. Além de Angélica, outras 14 pessoas são denunciadas pelos crimes.
Ano passado, cinco réus foram condenados a 369 anos de prisão no total, pela Justiça de Mato Grosso.
