Laudo aponta que menina morreu asfixiada ao ser enterrada viva por mãe e padrasto

O laudo necroscópico da menina Mara Clara Aguirre Lisboa, de cinco anos, concluiu que a criança morreu por asfixia mecânica causada por soterramento, em Itapetininga (SP).
O documento aponta que havia terra na traqueia da vítima, o que indica que ela ainda respirava no momento em que foi enterrada. Além disso, o exame identificou traumatismo craniano, compatível com agressões sofridas antes da ocultação do corpo.
Corpo foi encontrado enterrado
A polícia encontrou o corpo da criança no dia 14 de outubro de 2025, enterrado em uma cova rasa e concretada no fundo da casa onde ela vivia com a mãe e o padrasto.
De acordo com a investigação, o corpo estava no local havia cerca de 20 dias. Ou seja, o casal teria ocultado o cadáver poucos dias após o crime.
Prisões e confissão
A Polícia Civil localizou a mãe, Luiza, e o padrasto, Rodrigo, no mesmo dia. Durante o interrogatório, os dois confessaram o crime.
Segundo os investigadores, o casal admitiu ter matado a criança e concretado o corpo para esconder o assassinato.
Investigação e denúncia
Antes da descoberta, a avó paterna procurou o Conselho Tutelar para denunciar o desaparecimento. O órgão já acompanhava a família devido a episódios anteriores de ameaça.
Posteriormente, a Polícia Civil formalizou o desaparecimento e intensificou as buscas, o que levou à localização do corpo.
Próximos passos
A Justiça marcou para o dia 19 de maio a audiência de instrução do caso. A sessão deve definir se os acusados irão a júri popular por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
Enquanto isso, os dois permanecem presos preventivamente.
