Neto é investigado por desviar R$ 37 milhões da avó e sacar R$ 1,4 milhão após morte
A Polícia Civil realizou uma operação contra um homem identificado como Fabiano, suspeito de desviar cerca de R$ 37 milhões das contas da própria avó, Angélica Gonçalves Pedrosa. A investigação aponta que neto administrava o patrimônio da idosa desde 2009, após a morte do marido dela.
Além disso, os investigadores descobriram que o suspeito sacou mais de R$ 1,4 milhão apenas dois dias após a morte da avó, em maio de 2024. Por isso, o caso ganhou ainda mais atenção das autoridades.
Operação e prisão em flagrante
Os policiais cumpriram mandado na casa de Fabiano e da mãe dele, Marli, na cidade de Firminópolis. Segundo a polícia, ela também pode ter participação no esquema.
Durante as buscas, os agentes encontraram duas armas de fogo irregulares. Diante disso, os policiais prenderam Fabiano em flagrante por posse ilegal. No entanto, ele pagou fiança e respondeu em liberdade.
Idosa tinha limitações
De acordo com documentos obtidos pela investigação, Angélica era considerada “analfabeta digital” e apresentava restrições de mobilidade. Por causa disso, gerentes bancários chegavam a ir até a residência dela para realizar procedimentos, como prova de vida.
Nesse contexto, o neto assumiu a gestão dos negócios agrícolas da família. Entretanto, segundo as apurações, os valores não eram repassados de forma igualitária entre os herdeiros.
Família desconfiou e denunciou
Uma das filhas da idosa começou a suspeitar das movimentações. Em seguida, ela denunciou o caso à Justiça. Depois disso, outros familiares passaram a analisar as contas e identificaram operações consideradas atípicas.
Segundo o advogado Alexandre Lourenço, o padrão de vida do suspeito levantou dúvidas. Além disso, ele destacou que a renda da idosa não condizia com o volume financeiro movimentado.
Esquema pode envolver outras pessoas
As investigações indicam que Fabiano pode ter contado com a ajuda de terceiros. Entre eles, estariam bancários, funcionários de cartórios e fazendeiros da região.
De acordo com o delegado Alexandre Bruno, a confiança da família facilitou a ação do suspeito. Assim, ele conseguiu realizar movimentações por anos sem levantar suspeitas imediatas.
Ainda segundo o delegado, o indiciamento dos envolvidos está em fase final.
Defesa e versão do suspeito
Em depoimento prestado em 2025, Fabiano afirmou que sempre informava a avó sobre as movimentações financeiras. Além disso, ele declarou que os familiares acompanhavam os lucros e chegaram a assinar documentos sobre repasses.
O suspeito também admitiu que sacou R$ 1,4 milhão após a morte da idosa. No entanto, alegou que dividiu o valor entre as filhas dela para quitar dívidas.
Por fim, Fabiano afirmou que construiu seu patrimônio com trabalho próprio e com a administração das terras da família.
