Pai de jovem preso por estupro coletivo é exonerado de cargo no governo do RJ

O pai de jovem preso por estupro coletivo foi exonerado do governo do RJ nesta quarta-feira (4). A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado e envolve José Carlos Costa Simonin, que ocupava o cargo de subsecretário de Governança e Gestão.
Ele é pai de Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, investigado pela Polícia Civil por participação em um estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro.
Segundo as autoridades, o jovem foi preso após se apresentar na delegacia acompanhado de um advogado.
Crime teria ocorrido em apartamento em Copacabana
De acordo com a investigação, o crime aconteceu no dia 31 de janeiro em um apartamento localizado em Copacabana.
A adolescente teria sido atraída ao local por um colega de escola, também de 17 anos. Ao chegar ao prédio, ela percebeu a presença de outros quatro homens maiores de idade.
Mesmo após recusar qualquer envolvimento com os suspeitos, a jovem foi levada para um quarto e trancada no local.
Segundo a Polícia Civil, os envolvidos teriam forçado a adolescente a manter relações sexuais e a submeteram a violência física e psicológica.
Investigação identificou cinco envolvidos
A Polícia Civil identificou cinco suspeitos no caso. Entre eles estão quatro adultos e um adolescente.
A Justiça expediu mandados de prisão preventiva para os maiores de idade e de apreensão para o menor.
Antes da prisão de Vitor Hugo, dois suspeitos já haviam se apresentado à polícia. São eles Mattheus Verissimo Zoel Martins, de 19 anos, e João Gabriel Xavier Berthô, também de 19 anos.
Este último é jogador de futebol e teve o contrato suspenso pelo Serrano FC após o caso vir à tona.
Suspeito segue foragido
Um quarto adulto, identificado como Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos, continua foragido.
Ele é estudante de Ciências Ambientais da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). A instituição anunciou sua suspensão preventiva por 120 dias.
A universidade também proibiu o estudante de frequentar aulas e espaços de convivência durante o período.
Enquanto isso, a Polícia Civil continua as diligências para localizar o suspeito foragido e o adolescente investigado.
Além disso, a delegacia abriu dois novos inquéritos após surgirem relatos sobre possíveis crimes anteriores envolvendo os investigados.
