Ex-secretários do Tocantins são investigados por suposto esquema de propina e lavagem de dinheiro
Nesta sexta-feira (31), a Operação Overclean da Polícia Federal avança para sua oitava fase e tem como alvos três ex-membros do alto escalão estadual no Tocantins. São eles: C.A.Q (ex-secretário extraordinário de Parcerias e Investimentos), É.M.F (ex-secretário-executivo da Educação) e I.M.A. (ex-diretor administrativo da Secretaria de Estado da Educação do Tocantins – Seduc).
A investigação mira um núcleo da organização suspeita de atuar no Tocantins mediante fraudes em licitações, desvio de verbas provenientes de emendas parlamentares, corrupção e lavagem de dinheiro. Os mandados desta etapa foram executados em Brasília, São Paulo, Palmas/TO e Gurupi/TO. As ordens judiciais foram emitidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
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Conforme as apurações da Polícia Federal, os alvos em questão teriam recebido ou intermediado o recebimento de propinas a partir dos recursos desviados. Em nota, a Seduc esclareceu que É.M.F deixou o cargo em setembro e que I.M.A não integra mais o quadro da pasta desde setembro de 2024. A secretaria também informou que suspendeu contratos e pagamentos com empresas investigadas e que está cumprindo determinações judiciais referentes à operação.
Segundo a Seduc, em atendimento a medida cautelar expedida pela 2ª Vara Especializada Criminal da Seção Judiciária da Bahia, repasses foram bloqueados às empresas envolvidas no esquema e um ofício notificou formalmente a empresa sobre o cumprimento em dezembro de 2024. A pasta ressaltou que, legalmente, não pode liberar valores para essas empresas e que tem colaborado com as autoridades.
Os investigados poderão responder por organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos administrativos, além de lavagem de dinheiro.
