Operação contra tráfico e lavagem de dinheiro mira grupo criminoso em Paraíso, Palmas e Porto Nacional

A Polícia Civil do Tocantins deflagrou, na manhã desta quinta-feira (28), a Operação Nocaute para desarticular uma rede criminosa investigada por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro no Tocantins.
A ação ocorreu simultaneamente em Palmas, Porto Nacional, Paraíso do Tocantins e Chapada de Areia.
Além disso, a operação contou com apoio da DEIC e da DHPP de Palmas.
Polícia apreendeu armas e bloqueou contas
Durante a ofensiva, os policiais cumpriram três mandados de prisão preventiva e 12 mandados de busca e apreensão.
Ao mesmo tempo, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias que ultrapassam R$ 1,7 milhão.
As equipes também apreenderam seis armas de fogo, aparelhos eletrônicos, uma máquina de contar dinheiro e um veículo avaliado em cerca de R$ 125 mil.
Segundo a investigação, o grupo utilizava o automóvel nas atividades criminosas.
Grupo atuava principalmente com venda de crack
Conforme apurado pela Denarc, o principal alvo da operação é D.R.J.A., de 28 anos, conhecido como “Maguila”.
De acordo com os investigadores, a organização atuava principalmente na comercialização de crack em Palmas e cidades vizinhas.
Além disso, a polícia identificou movimentações financeiras suspeitas ligadas ao esquema.
Suspeito possui histórico criminal
Ainda segundo a Polícia Civil, o investigado já respondeu por furto qualificado em 2016.
No mesmo ano, ele também passou a responder pelo homicídio de Paulo Antonio Rodrigues de Alexandria, morto com disparo de arma de fogo na cabeça.
Posteriormente, em 2017, investigações apontaram possível ligação do suspeito com uma facção criminosa envolvida em crimes violentos em Porto Nacional.
Na ocasião, policiais prenderam D.R.J.A. após perseguição e apreenderam um revólver calibre .38 municiado.
Operação integra ação nacional
A Operação Nocaute faz parte da Operação Narke 6, coordenada nacionalmente pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Segundo o delegado Alexander Costa, a investigação permitiu identificar tanto a atuação do grupo no tráfico quanto os mecanismos usados para ocultar dinheiro obtido ilegalmente.
Enquanto isso, a Polícia Civil segue analisando os materiais apreendidos para aprofundar as investigações e identificar possíveis ramificações criminosas.
