Perícia complementar sobre mortes de mãe e filha no Rio levanta novas dúvidas, diz advogado da família
A perícia complementar realizada nesta sexta-feira (17) no apartamento onde Lidiane Lorenço e a filha Miana Sophya foram encontradas mortas, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, levantou novas dúvidas sobre o caso, segundo o advogado da família, Rodrigo Moulin.
“A perícia traz mais dúvidas sim, porque a polícia é cautelosa. Ela não quer descartar nada. Essa perícia hoje certamente traz mais questões para o caso”, afirmou o advogado.
Após cerca de três horas de trabalho, Moulin disse que a única conclusão até o momento é que as instalações de gás do apartamento estavam completamente irregulares.

“O aquecedor está instalado de forma completamente irregular e a saída de gás da chaminé é dentro do próprio apartamento”, destacou o advogado.
Segundo ele, a Polícia Civil ainda não descarta nenhuma hipótese sobre as causas das mortes.
“Outras hipóteses foram levantadas, como a possibilidade de intoxicação alimentar. Ainda está inconclusivo, é preciso aguardar os laudos periciais”, completou.
Histórico das vítimas
Lidiane, que havia se mudado para o Rio há alguns anos, era modelo e estudante de medicina. Sua filha, Miana, estudava anteriormente na EEB Irmã Irene, em Santa Cecília (SC), e havia se mudado para viver com a mãe na capital fluminense.
As duas foram encontradas mortas dentro do apartamento no início da semana. A polícia apura se houve vazamento de gás, intoxicação alimentar ou outra causa médica associada ao uso de medicamentos.
Próximos passos da investigação
O advogado informou que a família agora aguarda a certidão de óbito, que deve confirmar a causa da morte, e a quebra do sigilo dos celulares de mãe e filha, para identificar com quem elas falaram por último.
“Essas informações podem ajudar a entender o que aconteceu nas horas anteriores às mortes”, afirmou Moulin.
O laudo toxicológico também é considerado essencial para esclarecer o caso, já que Lidiane e Miana sofriam de condições médicas distintas:
– Lidiane tinha trombofilia, doença que aumenta o risco de trombose;
– Miana sofria de hemofilia, que causa dificuldade na coagulação sanguínea.
“Havia a suspeita de que a menor teria vindo a óbito primeiro, pelo estado de putrefação mais avançado que o da Lidiane”, disse Moulin, ressaltando que fatores como temperatura, posição dos corpos e uso de medicamentos ainda estão sendo analisados pelos peritos.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que aguarda os resultados dos laudos complementares para confirmar a causa das mortes.
