Morre aos 71 anos Lindsey Graham, senador republicano dos Estados Unidos

O senador republicano Lindsey Graham morreu na noite deste sábado (11), aos 71 anos. A informação foi divulgada pelo gabinete do parlamentar por meio de uma publicação na rede social X (antigo Twitter).
Segundo o comunicado, Graham morreu após enfrentar uma doença repentina e breve. A causa da morte não foi detalhada.
Na última semana, o senador participou de uma missão oficial em Kiev, capital da Ucrânia, onde anunciou novas sanções dos Estados Unidos contra a Rússia.
Mais de duas décadas no Senado
Lindsey Graham foi eleito para o Senado dos Estados Unidos em 2002, representando o estado da Carolina do Sul.
Ao longo da carreira, destacou-se pela defesa de uma política externa voltada para a segurança nacional e por sua atuação em temas ligados à defesa. Também presidiu a Comissão de Orçamento do Senado e integrou importantes comissões, como as de Apropriações, Judiciário e Meio Ambiente e Obras Públicas.
Carreira política
Natural da cidade de Central, na Carolina do Sul, Graham nasceu em uma família de classe média e ajudava os pais no bar da família durante a juventude.
Formado em Direito, iniciou a carreira política em 1992, quando foi eleito deputado estadual, após atuar como advogado na Justiça Militar e na Justiça comum.
Sua projeção nacional ocorreu em 1999, ao integrar a comissão da Câmara dos Representantes responsável pelo processo de impeachment do então presidente Bill Clinton.
No ano seguinte, foi eleito senador e tornou-se um dos principais aliados do também senador John McCain.
Relação com Donald Trump
Em 2016, Lindsey Graham disputou a indicação do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos, mas foi derrotado nas prévias vencidas por Donald Trump.
Durante a campanha, fez duras críticas ao empresário, chegando a afirmar que ele não representava o Partido Republicano.
Após a eleição presidencial, no entanto, Graham aproximou-se de Trump e tornou-se um dos aliados mais influentes do então presidente, mantendo contato frequente com a Casa Branca.
Nos anos seguintes, passou a adotar posições mais conservadoras e apoiou diversas pautas defendidas pelo ex-presidente.
Após a derrota de Trump para Joe Biden, em 2020, Graham participou das tentativas de contestação do resultado eleitoral. Depois da invasão do Capitólio, em janeiro de 2021, chegou a indicar um distanciamento de Trump, mas retomou a aliança pouco tempo depois.
Em 2021, também ganhou repercussão no Brasil ao fazer declarações, sem apresentar provas, sobre a imigração de brasileiros para os Estados Unidos.
