Você pode ter uma alergia e não saber; veja os sinais e como identificar o problema

No Dia Mundial da Alergia, especialista alerta que muitas pessoas convivem com sintomas alérgicos sem identificar a causa. Espirros frequentes, coceira, irritações na pele e desconfortos respiratórios podem indicar um quadro que merece investigação.
![]()
O Dia Mundial da Alergia, celebrado em 8 de julho, reforça a importância de identificar reações alérgicas que muitas vezes passam despercebidas. Espirros frequentes, coceira, vermelhidão, irritações na pele e desconfortos respiratórios podem parecer problemas comuns. No entanto, esses sintomas também podem indicar um quadro alérgico.
Além disso, o diagnóstico precoce ajuda a evitar complicações e melhora a qualidade de vida.
Alergia ocorre quando o organismo reage de forma exagerada
Segundo a docente do curso de Biomedicina da Unopar, Beatriz dos Santos Souza Brito, a alergia acontece quando o sistema imunológico identifica substâncias normalmente inofensivas como uma ameaça.
“Quando uma pessoa sensibilizada entra novamente em contato com o alérgeno, ocorre a liberação de histamina e de outras substâncias inflamatórias. Como consequência, surgem sintomas como espirros, coceira, vermelhidão, inchaço e dificuldade para respirar”, explica.
Além disso, a especialista destaca que a maioria das reações alérgicas envolve a ação da imunoglobulina E (IgE), responsável por desencadear essa resposta do organismo.
Sintomas podem piorar com o tempo
De acordo com Beatriz, muitas pessoas convivem com sintomas recorrentes sem perceber que a causa é uma alergia.
Por isso, a exposição contínua ao agente causador pode intensificar os sintomas ao longo do tempo.
“Quando o problema não é identificado, as manifestações podem se tornar mais frequentes e comprometer a qualidade de vida. Em alguns casos, o quadro evolui para reações mais graves”, alerta.
Além das crises respiratórias, o paciente pode apresentar irritações persistentes na pele, desconfortos gastrointestinais e outras manifestações que exigem avaliação médica.
Alergia à poeira está entre as mais comuns
A alergia à poeira doméstica é uma das mais frequentes. Geralmente, ela está relacionada aos ácaros presentes em colchões, travesseiros, tapetes, cortinas e estofados.
Os principais sintomas incluem:
Espirros frequentes;
Coriza;
Coceira no nariz;
Coceira nos olhos;
Congestão nasal.
Além disso, os sintomas costumam se intensificar em ambientes fechados.
Pelos de animais também podem provocar alergia
Apesar do nome, a alergia não ocorre por causa dos pelos. Na maioria das vezes, a reação está associada às proteínas presentes na saliva, na pele e na urina de cães e gatos.
Como consequência, pessoas sensíveis podem apresentar espirros, tosse, irritação nos olhos e dificuldade para respirar.
Alimentos, medicamentos e cosméticos também podem causar alergia
Além das alergias respiratórias, outros agentes podem desencadear reações.
Entre os alimentos mais associados ao problema estão leite, ovos, amendoim, castanhas, trigo, soja e frutos do mar, como camarão e mariscos. Nesses casos, podem surgir coceira, inchaço, náuseas e desconforto gastrointestinal.
Da mesma forma, alguns medicamentos, como penicilinas, sulfonamidas, anti-inflamatórios e analgésicos, também podem provocar reações que variam de irritações na pele até quadros que exigem atendimento médico imediato.
Além disso, produtos de limpeza, perfumes, sabonetes, esmaltes, maquiagens e cosméticos com fragrâncias ou conservantes podem causar alergias de contato, provocando vermelhidão, coceira e irritação na pele.
Identificar a alergia faz diferença no tratamento
Segundo a especialista, observar quando os sintomas aparecem é um passo importante para descobrir a causa do problema.
“Muitas vezes, o paciente convive com manifestações recorrentes sem relacioná-las a um agente específico. A investigação adequada é essencial para melhorar a qualidade de vida e evitar a evolução do quadro”, conclui.
Assim, diante de sintomas persistentes ou recorrentes, a recomendação é buscar avaliação médica para identificar o agente causador e iniciar o tratamento adequado.
