O monitoramento das bacias hidrográficas foi reforçado pelo Governo do Tocantins durante a estiagem. A ação acompanha, em tempo real, o nível, a vazão e a qualidade da água para apoiar decisões e reduzir os impactos da seca.
Com a chegada da estiagem, o Governo do Tocantins intensificou o monitoramento das bacias hidrográficas para acompanhar o nível, a vazão e a qualidade da água em tempo real. A iniciativa busca fortalecer a gestão dos recursos hídricos, apoiar ações preventivas e minimizar os impactos da seca em diferentes regiões do estado.
A medida ganha ainda mais importância em áreas de maior demanda por água, como a região sudeste e a Bacia do Rio Formoso, que concentra cerca de 28 mil hectares de agricultura irrigada.
Atualmente, a Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) monitora 30 bacias hidrográficas. Entre elas estão os rios Araguaia, Tocantins, Javaés, Formoso, Pium, Coco, Caiapó, Paranã, Palma, Rio Sono e Manoel Alves.
Além disso, a Rede Hidrometeorológica do Tocantins passou por ampliação. Nos últimos anos, o estado instalou dez novas Plataformas de Coleta de Dados (PCDs), totalizando 77 estações em funcionamento.
Durante esse período, as equipes realizaram 39 campanhas de campo. Assim, garantiram a manutenção dos equipamentos e o acompanhamento contínuo das condições hídricas.
Qualidade da água também recebe acompanhamento
Além do nível dos rios, a Semarh realiza análises da qualidade da água.
Atualmente, técnicos coletam amostras a cada trimestre em 80 pontos distribuídos por 61 municípios. Ao mesmo tempo, o Estado fortalece os Comitês de Bacias Hidrográficas para ampliar a gestão compartilhada dos recursos hídricos.
Segundo o secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Marcello Lelis, esse trabalho é estratégico para o planejamento ambiental.
“Esse monitoramento fortalece a capacidade do Estado de acompanhar, em tempo real, as condições das bacias hidrográficas e contribui para decisões mais seguras, especialmente durante períodos de estiagem e eventos climáticos extremos”, afirmou.
Dados ajudam no planejamento e na prevenção
As informações coletadas alimentam o Sistema Estadual de Informações sobre Recursos Hídricos. Além disso, o banco de dados atende o Centro de Inteligência Geográfica em Gestão do Meio Ambiente (Cigma) e outros órgãos estaduais.
As Plataformas de Coleta de Dados transmitem, via satélite, informações sobre chuva, nível e vazão dos rios para a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), que disponibiliza os dados para consulta pública.
Equipes atuam semanalmente em campo
Em média, cinco equipes realizam atividades semanais de manutenção preventiva e corretiva nas estações de monitoramento.
Além da substituição de equipamentos, os técnicos fazem medições de vazão, limpeza das áreas e inspeções para garantir o funcionamento das plataformas.
De acordo com o diretor de Planejamento e Gestão de Recursos Hídricos da Semarh, Mateus Chagas, essas informações são fundamentais para diferentes órgãos públicos.
Segundo ele, durante a estiagem, os dados permitem acompanhar a redução dos níveis dos rios em tempo real. Dessa forma, órgãos como a Defesa Civil conseguem planejar ações preventivas, responder com mais rapidez a situações de risco e reduzir impactos sobre a população e as atividades econômicas.
Redatora freelance para o portal Surgiu, com atuação em produção, edição e gestão de conteúdo. Possui domínio de ferramentas de criação, revisão e publicação de textos, com foco em qualidade, clareza e engajamento.