O Tribunal de Justiça do Tocantins obteve 99,01% de cumprimento dos critérios do Ranking da Transparência do CNJ. O resultado preliminar coloca a Corte entre os tribunais brasileiros com melhor desempenho em acesso à informação e transparência pública.
O Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO) conquistou 99,01% de cumprimento dos critérios da prévia da 9ª edição do Ranking da Transparência do Poder Judiciário. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgou o levantamento na última quinta-feira (25).
Com esse resultado, o TJTO figura entre os órgãos do Judiciário com os melhores índices de transparência pública e acesso à informação. Além disso, o percentual coloca a Corte entre os tribunais que superaram 90% de conformidade.
Segundo o CNJ, 20 órgãos alcançaram 100% dos critérios avaliados. Ao mesmo tempo, outros 83 registraram índices acima de 90%. Nesse grupo, está o Tribunal de Justiça do Tocantins.
Levantamento mostra avanço nacional
A edição de 2026 apresentou resultados superiores aos registrados no ano passado. Em 2025, por exemplo, 19 órgãos atingiram o percentual máximo. Já neste ano, 20 instituições chegaram aos 100% de cumprimento.
Entre elas, estão sete Tribunais de Justiça, sete Tribunais Regionais do Trabalho, três Tribunais Regionais Eleitorais, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região e o Conselho Superior da Justiça do Trabalho.
Além disso, os números mostram um avanço das instituições na adoção de práticas voltadas à transparência e ao acesso às informações públicas.
Critérios analisam diversos serviços
A Comissão Permanente de Eficiência Operacional e Gestão de Pessoas do CNJ coordena o Ranking da Transparência. O objetivo é incentivar os órgãos do Judiciário a ampliar a divulgação de informações de forma clara, acessível e padronizada.
Para isso, a avaliação considera o cumprimento das normas relacionadas à Lei de Acesso à Informação (LAI). Além disso, o levantamento incentiva boas práticas de transparência e fortalece o controle social.
Nesta edição, o CNJ analisou órgãos da Justiça Estadual, Federal, do Trabalho, Militar Estadual, Eleitoral, além dos Tribunais Superiores e Conselhos.
Ranking reúne 83 critérios
Ao todo, o levantamento considera 83 critérios distribuídos em 11 áreas. Entre elas estão gestão, audiências e sessões, Serviço de Informação ao Cidadão (SIC), ouvidoria, tecnologia da informação, gestão orçamentária, licitações, contratos, gestão de pessoas, auditoria, sustentabilidade e acessibilidade.
Além disso, o CNJ verifica informações sobre planejamento estratégico, sessões colegiadas, perguntas frequentes, painéis de dados públicos, precatórios, contratos, licitações e prestação de contas.
Da mesma forma, a análise inclui recursos de acessibilidade disponíveis nos portais institucionais. Entre eles estão ferramentas destinadas às pessoas com deficiência e serviços de interpretação em Libras.
Resultado ainda é preliminar
Apesar da divulgação da prévia, o processo ainda continua. Conforme o regulamento do Ranking da Transparência 2026, os tribunais e conselhos podem apresentar contestações sobre a pontuação.
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