Transplante de 39 árvores quase centenárias preserva patrimônio ambiental e histórico em Anápolis
O transplante de árvores em Anápolis garantiu um novo destino para 39 espécies adultas e preservou um importante patrimônio ambiental e histórico da cidade. A operação terminou nesta sexta-feira (26) e envolveu árvores como angico-vermelho, jatobá, ipê-branco e pau-ferro, algumas com quase um século de existência.
Além disso, a Emisa Incorporadora mobilizou nove profissionais e utilizou equipamentos de grande porte, como um guindaste de 70 toneladas, caminhão muck, escavadeira e retroescavadeira.
A equipe replantou a maior parte das árvores em uma Área de Preservação Permanente (APP), no bairro Jundiaí, próxima ao futuro Assis Business & Mall. Ao mesmo tempo, os profissionais transferiram um jatobá para o Parque Jaiara, que passa por revitalização.
Transplante de árvores em Anápolis exigiu meses de preparação

A equipe iniciou o processo técnico em abril. Primeiramente, os profissionais podaram parte dos galhos para reduzir o peso das copas. Em seguida, escavaram o entorno das árvores e realizaram a sangria das raízes para preservar o sistema radicular durante o transporte.
Além disso, eles protegeram as raízes com plástico especial e irrigaram diariamente todas as espécies. Inclusive, um funcionário acompanhou exclusivamente esse trabalho para manter as árvores hidratadas.
Segundo o engenheiro civil Cláudio Rodrigo, cada transplante levou cerca de duas horas devido à complexidade da operação e aos cuidados necessários para preservar a saúde das plantas.
Depois disso, a equipe posicionou cada árvore na mesma orientação em relação ao nascer do sol, preservando as condições naturais às quais as espécies estavam adaptadas.
Espécies receberão acompanhamento técnico
Durante os próximos dois meses, a equipe monitorará diariamente todas as árvores. Além disso, realizará irrigação constante e acompanhamento técnico de um biólogo para aumentar as chances de adaptação.
Ao mesmo tempo, os responsáveis escolheram uma área próxima ao córrego porque o solo apresenta características semelhantes às do habitat original.
Preservação ambiental também valoriza a história

Segundo o diretor da Emisa Incorporadora, Juliano Santos, muitas dessas árvores possuem valor histórico porque os primeiros frades franciscanos as plantaram quando chegaram a Anápolis.
Por esse motivo, a empresa decidiu preservar todas as espécies por meio do transplante, respeitou integralmente a Área de Preservação Permanente e, além disso, doou 7.050 mudas nativas para fortalecer a arborização urbana.
Por fim, um biólogo da Prefeitura de Anápolis supervisionou todas as etapas da operação e orientou a equipe durante o transplante.

